31 de dezembro de 2011

Carta estelar à todos


Todos que poderiam encontrar as vidas mais próximas, seriam os mais chegados ao extremo oriente. Esta vida de guerras já lá firmada, não é apenas um acontecimento isolado, mas vem se intensificando com o tempo e invade as escuras o mundo inteiro. Já aqui, há zonas de espiões e falsos guias, então cuidem-se. Precisamos criar uma força tarefa para o combate real e físico de tais forças. É possível identificar os reais por sua tez lunar, não o que você pensa de luz branca; mas algo furtacor. Se não os vê, pode ser identificado pela voz real. Não algo que parece ser sua própria voz falando, mas sim a de alguém mesmo. Bem, pode parecer muitas vezes que é você quem fala, pois não vê ou escuta de fato a linga do ser em questão. Mas pergunte ao seu mestre espiritual, ele sempre estará com você para guiar suas dúvidas.
Voltando a força terefa; devemos unir-nos, pois há muito de evolução do outro lado também. E sim, não é apenas algo fictício. A queda está acontecendo e isto tende a forçar tanto um lado quato o outro. Vocês devem fazer tender a balança para a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA assim, a resistencia cessará. Ao cair o seu sistema vigente, haverá conflitante a reação popular, por isso é preciso que antes da queda, o bem seja estabelecido; para que assim, possam tender a mostrar seu melhor lado e não o pior. As naves estão no suporte de tarefas importantes, para subsidiar os necessitados na força e criar base para a dita queda. Todavia, o que está a ser pedido, não pode ser feito apenas por nós, mas sim por vocês encarnados. De fato temos grande tecnologia no avanço da espedição estelar, mas alcanse real, são vocês quem realizam; nós damos base e apoio, vocês põe em prática.
Aguardem algo vindo do centro do poder atual, eles estão caindo, mas ainda possuem muitas cartas na manga. Todos já estão percebendo as falhas dos maquinarios de formação de sua sociedade, não deixem que forcem a criação de um pior; o tentarão nos próximos tempos. A guerra pode ser impedida, não precisam passar por isso; mas é de suma importância que estejam preparados para o que vier. Preparem seu corpos, suas mentes e tecnicas. A alimentação em sua forma é importante.
Os desastres naturais, são premedidos, a queda do ciclo será importante na ascenção. Estejam por mais unidos possível, conversem conosco e entre si. Todos somos o polo branco do mundo. Este acontecimento, não é apenas de importância planetária, mas universal. Todos estão no aguardo. Depois disso, mais uma história será guiada para o ponto. Isto é o objetivo; assim teremos uma formação maior.
Tentem ser o mais plenos possível, deixem-se guiar por si em si. Isto que está acontecendo é lindo, vocês mesmo pediram para estar onde estão e o aguardaram ansiosamente; façam o que vocês mesmos teriam orgulho. Nós estamos na retaguarda.
Obrigado
Luzbel e Ezequiel

9 de dezembro de 2011

Encarnado

Os mortos em si, encontram seu mar de persuasões internas, das mesmas que os convencem ao contrário ou a favor. Do conflito humano, entre o infinito pensar e sentir, não se fazem as comunicações distantes de se ser. Sua discrepância ao que mesmo há consigo, não se faz verdade. É puro sentimento em discórdia de si, enquando outrem pode colher sua concordante máquina feita; em treino e glória. O que o faz o pleno provido da calma das mais profundezas; onde se esconde no inverso, a mais pura tormenta em ressaca. Afinal, qual é mais livre, o que se controla piamente, entre sentir e pensar; ou o que em si, faz-se a liberdade (ou libertinagem) suprema, de agir sanguíneo, o que é sua própria forma humana, o que o faz real? Não seria este, contudo, o próprio conflito biológico, entre permanecer animal, em crença, coragem e instinto; ou tornar-se pleno pensamento, no controle, treino e certeza. Qual preferes? 
O que seria mais intrigante que a questão gerada e gerida pelo próprio universo (seja ele unitário ou geral) por fazer o mundo algo não mais mundo. De fato transformar o ser humano, nosso corpo estelar e nós mesmos, em algo menos físico que isto. Talves encontrar uma de nossas identidades paralelas entre os que não vivem, entre os tempos passados e os que virão. Assim, não passamos de uma jovem super-nova, criando as mais diversas estrelas, planetas e até galáxias! Nada mais que uma própria forma-padrão que se repete pelos tantos e tantos planos de existência e verdade.
Ser sua própria chuva, derradeira, que lava e gela seu corpo buscante de algo mais. Algo que você esconde, algo que nem ao menos se faz conhecer a existência. Não seria sua luneta pródiga em caminhar por lugares deconhecidos, no desalendo de desconhecer a si mesmo em real ser e forma? O desenvolto, não mais encarnado que todos, tende a esconder suas realidades que prefere não conhecer. Aquele eu que prefere não ter sido apresentado. O que cerra as cortinas da janela de sua alma, e prende em si seu dragão, que insiste em manter adormecido; ou quase isso.
Sendo desatento em detalhes sóbrios, mais do que os ocultos, são os discarados. Já que o fácil, não é tão atrativo de ser visto. Algo no fascínio do desentender, do não estar, do não existir. Algo ainda mais em ter em mãos o mundo, as engrenagens e a manivela. O estar a postos, para o quem precisa. E se embebedar de mundo, por mundo. Nada mais.

5 de dezembro de 2011

Perdido

    Como sentiriam-se as fadas ao descobrir que seu mundo de perfeição caiu em um só piscar; seriam desatinadas em seu eterno tilintar pelas fendas. Sua visão emancipada do tempo, seria por fim encontrada no espaço?
    Como você sentiria-se caso descobrisse seu calor pisado, moído e cuspido, enquanto outro ergue seu trono nas costas alheias? Já que andam de fato, todos tão cegos, que o show de marionetes é solto. Reis de sua peça, tentam de forma criar um amor que não possuem, sua mente leve, tem o peso das eras. As duras penas, jogam os dados na mesa, sem importância com o futuro, apenas com seu momentâneo e falso poder. 
    Assim, sua prepotência arrogante e arrivista, por fim, faz certo alguém chorar...
     Mas de que mal faria, mais uma lágrima cainte? Quem mais sonharia em descobrir aquela, escondida em seu quarto, morrendo. Jamais criariam cogitação, mal algum, diriam.
    Seu olhos abertos, são mais fechados que das marionetes. Você, rei das pontas e dos dedos, não descobre seu desvio local. Pensa ser o maior, pensa controlar o mundo, pensa ter todos em suas mão. Por mais pensa ser fácil, muito fácil desfigurar a todos com sua forma-padrão perfeita. É o que pensa!

Jamais nos terá em suas mãos sujas, suas unhas insalubres jamais tocarão sequer fio único de nossos cabelos. Sua criação, jamais terá vida, e você mesmo perecerá em sua inefável solidão! Suas entranhas se corroerão e você nada mais será que um pó sujo pela estrada. Esta dos que pisam firme e forte seguindo o curso; que você jamais entenderá.

26 de outubro de 2011

Libertos por universo próprio!

Sinto falta da brisa inspirada de liberdade que tocava meus cabelos e enchia meus pulmões. Sinto falta da relva crespa nas canelas e do som do coração. Palpitante, correndo e morrendo pelos cantos, num vôo baixo. O que é livre realmente, nunca pode ser aprisionado; pois o interior inácansável é quem guarda esta incrível proeza. Mais do que é instante. Uma luz que permeia as almas de leve, sem dono ou condição de ser, uma vida que é, simplesmente, sem medos em existir; apenas coisa boba ou outra.
Sua maior liberdade infinita, como brisa fresca de verão; uma energia de tão aconchego, quanto desilusão, certa angústia em existir. Algo de medo, algo de sorriso. Uma exceção única, pura de caos e glória. Não de ódio, mas rebeldia. Cheia de mais que uma proeza, também de escuridão, esta dotada das asas mais consciência grandes de vida, que cheias tão de fervor em glória, poderiam, de mesma forma, ser seu chão mais desalentado e obscuro. 
Onde as amizades são fáceis enlaces de uma simples satisfação... o correr, o voar. As mãos de simpatissíssima pureza; chegando a um mundo tão estranho, tão irrizório em afeto. Não seria mais possivel crescer assim, não mais que uma pétala num castigante inverno, não fazendo mais que murchar e cair. O desalentado estar só. Infacilidade em existir no mundo, incapacidade de desistir de todos, mas pura luz em fogo de excitar em si a desistência. Todavia, seu coração e corpo, movido pelas paixões, não permitiriam tal ato. Osmótica, em plena desforme, ideias e ideais grandes e lunares; certezas incontestáveis, adéptas da eternidade de um suspiro. Não mais que um grão, mas mais que toda a areia do mundo. Os olhos são tudo, a mente gaivota.
Sempre crescendo mais, tendo em frente mistérios e sempre, sempre; descobrindo e desvendando novos. Um escritor e um filósofo, nunca tem em si marasmo, há sempre um certo anseio a algo (por e com algo). Este incômodo desvenda barreiras, muda cursos de vida, sempre são revolucionários. A arte é algo intrínseco em cada ser, pois dela somos feitos; por isto, quanto mais perto dela, mais próximo de Deus (Lei ou Eterno) e de si mesmo. Sempre interligado, um só.
Sorria sempre, ame ame sempre... mas não se auto vigie tanto, não seja seu próprio sentinela. Esta sociedade de "Vigiar e Punir" doentios, são piores que uma moarquia. Livres podemos ser, sendo plenamente. 
Quanto mais ousadia houver em existir, mais fortemente serás julgado e pregado em uma cruz social. Mais fortemente serás nocalteado e com mais força cairás sobre solo denso. Mais enormemente terás dores e insatisfações, mais intensificadas serão suas tristezas e maiores serão suas decepções.
Destarte, que passáro novo não cai diversas vezes para saber voar? Que seria da tão deslumbre borboleta sem a dor descomunal de retirar-se de seu próprio casulo? Sem isso, jamais poderia a mesma, sentir o mais doce e sublime prazer em voar!
Em mergulho rasante, vê-se o céu utópico e as risadas plenas. A Felicidade!
Desta, faz-se a plena construção entre alegrias e tritezas torrenciais. Numa pura plena forma do desfazer-se em tantas antíteses, quanto preto no branco. Sendo ser humano fruto dos extremados opostos, filho de Nada e do Tudo, dando união ao Caos grande e crescente. Nas desrealidades reais, não seria que o homem imaginaria suas feições e desse imaginário as fizesse real? De sua própria mente resurgisse o próprio mundo que o envolve?
Então seriam os mesmos, humanos; universo.



24 de outubro de 2011

Num domingo de sol

Livre pelo campo
verdejante tarde de sol
luzes de fogo nos olhos,
pensamentos vultuosos mil;
toda mente.


Cheios loucos e gritantes
mas num instante pleno,
deixo de existir por segundo:
Seu cheiro estava em mim.

Quem sabe as lembranças apenas,
mas não apenas poderiam tão realmente ser;
não estava comigo,
mas sua essência...

Cheio de sua pura luz,
nas entranhas estranho entrou e ficou
louco, paixão;
sempre meu único chão e ares
em que vôo e pouso segura.
Talvez poderei jamais voltar ao solo,
não mais que em frias águas de desunião
chão de contratempos e desencontros.
O mais que uma grande superfície de jamais deixar de unidade.

Os sonhos de tão reais fazem-se vida,
puras cruas atmosferas
friamente numa latente embargada feição.
Encontrei, digo;
só não posso me jogar em poço fundo.
Sem tuas mãos, serei em puro vão.


O sol brilhou forte, alentado de arco-íris e chuva
e enquanto ela caía singela,
selava eterna o que jamais seria quebrado.
Oh luz de lua, densa em pura satisfação da graça,
sempre junta, plena e pura estará em mim.

Senti teu cheiro em verde distante,
nos lugares de memórias me sentei
e lá, revivi aquela sempre brisa fresca...
os cabelos diziam do corpo, satisfação.
Saudades.

4 de agosto de 2011

Calor

Suas cabeças se encontram, se montam, se deslocam. Seus corações se amordaçam. Seus olhos se cegam, suas mãos se entralaçam, seus corpos se unem; sua vida se forma. Na escuridão, do fato de ser pura luz, todo se compõe em antíteses e paradoxos.
Seu não existir mora no do outro, sua não presença, reverbera. As feições mutantes crescem, vivem e desfalecem, o mundo gira e para a cada instante. De tudo se cria, de tudo surge, mas do nada, o nada já é. O vento cálido na mente, intrínseco segredo da noite. Coração e corpo...
Quando se encontra morre no plano mental, do ontem se faz hoje e o nunca mais. Caminhos unidos e a desprezivelmente, separados; tempo. O que acontece em sua vida um dia será o que é a dele, não é mais sua face quem toca a outra face, não mais suas mãos as mãos. Não mais juntos são calor. Não neste tempo, não neste espaço.
Tranformações tantas, cronológica forma de existir em não existência; enquanto suas tantas ações e reações se repetem e repelem pelo espaço, como uma onda em água pura.
Enquanto caminhas, não apenas caminhas; mas deixas de ser e novamente és, a cada segundo, milésimos. Os passos não se repetem, a mente não se repete; o mundo não se repete.
Morrendo e vivendo a cada instante, o que seria resurgir-se em segundo passado? Do que o tempo se daria ao prazer de revelar e, o que o mesmo faria no tempo real do viajante?...
O mesmo, então, seria inesistente em sua existência real?
O que é existir?
De fato, seus corpos não mais se tocam, suas bocas são desunião. Suas vidas, pura forma desforme, de não existir, em existência cronológica, confusa de ser. Que de linha, não é, nem curva nem forma geométrica alguma; talvez migalhas ao chão, talvez pura dedução.
A luz e seu tempo cria seu segredo.
E assim, você toca e, é. Puro mundo em conservação.




...

28 de julho de 2011

Real?

Num mundo tão cheio de meandros, o fato de acreditar, mostra apenas uma fustigada forma de demonstração; sejam de reflexões ou sentimentos. Luz pensante e eterna. Acreditar fortifica sim o humano, como base e chão, um colo de mãe. Mas desacreditar, concede abismos e, em forma de maior limpidez, asas. Já que o novo é novo, não algo contrário ao antigo. A ideia de opostos se esvai e mais de junto, mais de separado, tudo se faz. Pois não mais que o fato (se for possível dizer "um fato") de existir, cria a pura e plena capacidade de criar verdades e destruir as mesmas. O sentido destrutivel de um ser é o que ele possui em contruir algo. Não bom, não mal; apenas ação, tranformação.
De forma a visão, e sentidos outros todos, não lúdico como pintura, mas algo nobremente breve; o sentido do estar e respirar, de tamanho descontentamento em ser jogado em uma ilha perdida, como indigente; sem ao menos qualquer informação de si, fazem-se os massacres de ideias e, por assim dizer, a geração, quase que espontânea, de novas (seriam mesmo novas, ou apenas as mesmas vistas de outro ângulo, ressignificadas?).
O contentamento descontente em viver, o febriu ato de surgir no mundo, de criar e ser criado, de ser cheio de cultura (talvez aculturado, quem sabe.) e por diversos, controlado; cria uma capa de proteção osmótica. As aguas que entram são seletas e recodificadas das reais. Desumanizado humano, vê-se em espelho convexo, a imagem invertida faz acreditar assiduamente em sua máxima humanização; mas afinal, o que é humano?
Contrariando o mundo das ideias, dos sentidos e das crenças; é pura caótica forma ressurgida de mais caótico amontoado de nível atômico. Um algo incoerente em forma e visão, um algo quase, não algo; alguém.
Em níveis de verdade e, por níveis, não se entende hierarquia, formam-se os seres. Em parte não seres. Do tempo e espaço, vibração e movimento. Do movimento o tempo, do espaço, vibração. Uma dita realidade formada.

Teatro


Corações limpos e sem embargo, são leves e soltos. Almas de paz e luz que se refletem na pureza e vivacidade dos olhos e olhares.
Se são os olhos, janelas da alma, seria a boca; porta? Dela se exprimem puras ou híbridas palavras, oriundas de um mundo mais nosso que este.
Então, escuta seu coração e paz se faz ciência. De sonoridade por quem passa, persona. Ressoa esta aos sete cantos e acordam os que dormem.
Renovado, "per" ou por (por onde o som ecoa e passa); já se mostra brilhante como sua origem: as estrelas.
Até que um dia de tanta tonteria, um pensamento embriagado de sono, cai na cabeça de alguém ocioso. Este, quase que por ímpeto; vê.
Mas o que ele vê? Que lhe é mostrado? Posso eu responder a pergunta? Não e sim. Não, pois não estou eu nos olhos de todos que subtamente enxergam; e sim, pois estou nos meus quando o mesmo ocorre.
Bem, ao que interessa, não chega a ser complexo, muito menos simples. Está ele entre os dois, não por ser meio termo, mas por serem extremos opostos de mesma intensidade; assim é o equilíbrio: ambos extremados, não meio caminho.
Faz-se então os olhos abertos, que enxerga um grande teatro no qual nos encontramos. No meio do ato, por brilho de mente, em piscar, um desperta e parabeniza seu companheiro oposto de cena:
-- Parabéns! Você é um perfeito ator, -- diz este, usando primariamente, de irônia. Mas com certo desentendimento do recepitor, o mesmo repete a fala:
-- Parabéns! Você é, realmente, um ótimo ator.

Assim, ambos entendem o que era realmente dito. O primeiro, absorto pelo papel, havia esquecido de sua posição de ator. O segundo, tambem absorto, percebe que e ofença dirigida, nao era de fato ofença, mas elogio. De fato, o interlocutor, que de fala ironica, tornou-se pura e sanguínea. Outro se vê num real ato. Logo após, tudo some e volta, direto a mente.
É tudo em verdade pura, um só lugar e um só ser. Bem, não posso afirmar a pura verdade, mas ela se faz presente.
Maia, deusa de aparência e corpo, também é deusa desta grande peça de mundo real. É quem faz todo estar do elã. Vai levando, como um doce perfume, uma carícia e mar. Leve, assídua e, vezes traissoeira. Não julque-a, contudo, caro leitor. És ela formada de nós e nós dela, parte do todo e todo da parte.
Outros já dizem, sê-la rainha da mentira e ilusão. Que seja, em mentira e em verdade vos digo: Estamos rodeados de verdade e verdade somos, contudo toda verdade está tão próxima aos olhos, que estes se esqucem de vê-las; turvam-se. Este turvo de verdade, seria então a mentira? Sê-los-ia ou é. E novamente entramos na questão dos extremos opostos, assim é.
Uma mentira pura e pura verdade, tando faz, como quiseres ver. Conhecemos assim a incapacidade humana em frente a puríssima (isto mesmo, em superlativo) verdade. É como luz demais.
Concluído o assunto, sigamos em frente, tentando não cair (e assim mesmo se jogando) em novos meandros.
Pois sim, voltando a questão do teatro:
Um ser, que abre os olhos, por acaso, quase por acidente, faz então abrir outros; como um soar de trombetas de ouro. Este mensageiro, que se faz soar, acorda também com a própria mensagem; anjo dos dois mundos.
Existem alguns por ai espalhados, nem sempre vão para frente, pois mesmo acordando; alguns preferem fechar novamente os olhos e aproveitar do sono profundo. Assim, alguns despertos pela trobeta, acabam por cair em sono. Isso se exemplifica, no chamar manso demais de uma mãe, acordando matinalmente seu filho noturno. Não se chega a despertar nada além dos ouvidos e algo mecânico. O mecânico se dá ao pré-programado "sim". A mãe sai, o sono volta e a cama, em ressaca, o engole. Isto, salvo raras exceções, tão determinadas que logo pulam da cama, não voltando tão cedo a ela.

Não digo isto em repúdio ao sono, não. Nem sempre estamos acordados e lúcidos, vezes nos pegamos em sono profundo, vezes com a visão tão turva de imagens, emoções e pensamentos do ato; acabando por esquecer todo o resto. Isto não é de nada mal, o ruim é alienar-se no esquecimento e acomodar-se a ele. Dormir é preciso, assim nos tornamos mais acíduos quando acordados; mas não por pura preguiça, tédio e descontentamento. Se te descontentas com a vida, acorde ainda mais e mais abras teus olhos, que antes e assim verás (sim, verás) a réplica de seu sonho dorminte na real.

1 de julho de 2011

Circo dos Horrores

Enquanto o mundo mata seu passado
você destrói seu futuro.
As chances são a especulação da vida
mas quem é a vida,
senão sua cama de noite,
e seu trabalho ao dia.

Quem afinal está acordado
e quem dorme?

Já que olhos abertos nao condizem com a realidade.
as chamas queimam, mas o fogo não arde.
Este, já apagado
se vê insoso, como teu pobre coração.
As asas derretem com o sol,
voce nao voa.

Quem poderia do relento da noite, criar o brilho do dia
enquanto os pardais ciscam migalhas pelo chão
e as aves da paz,
tão paz, quando uma bomba atomica,
caem mortos, aniquilados pelo seu ar
ou a falta dele.

De sua insanidade, são vistas as fagulhas de um breve coração.
Oriundos, mas cacos esquecidos, de antiga vida.
De quem a palavra dita,
nao mais que palavra.
Os olhos nao se prostram em sua penumbra.
os olhos nao.
Falta luz,
falta espelho
Falta vida.


Complicado, morto em discordia de seu ato de sobreviver.
ainda insiste.
Invernos, folhas, flores e sol.
Todos já se foram.
E quem sobrou disso tudo?
Será que ainda existe alguem?

Bem vindo ao circo da ilusão,
onde o palhaço é você.
Bem vindo ao circo da ilusão,
bem vindo a roda de fogo.
ao prazer da extorção
bem vindo, bem vindo, bem... vindo?
Não seria melhor voltar?
A porta ainda está aberta...
Mas espere.

Isto são estrelas?
Essa é a selva?
este é o gramado?
Verde verde gramado,
cante mais, cante.

Dorme
As grades são segurança
este céu, tão céu, tão...
gramas verdes, gramas nao morrem
dorme, dorme
aqui voce está seguro
aqui esta em paz
aqui, aqui, aqui...

Ainda há tua mente,
esqueça.
Durma.

Fundo, louco
esqueça
durma
durma
durma...

Bem vindo ao circo,
bem vindo,
onde voce diverte
onde voce rola
onde voce corre, pula...
O que ainda há?

Quem sabe?
Mas esqueça
apenas durma
durma
tudo é um sonho bom
de onde voce nunca acorda.

E dorme,
durmam
durmimos?
Sim.
A cama é popular.
o circo também.
Ditadura da (falsa) felicidade.
(Mas esqueça, apenas durma, durma, durma.......)

14 de junho de 2011

Almas Cruas

Não sei o que é, só sei o quero que seja...

frutas doces, tão doces

quase se amargam em minha boca.

São o sabor do passado passado transcorrido,

passado já passado

tempo perdido?

Jamais!



E o palpitar

cansa de acaso ser

se é o agora

se desfaz em emoções

já outrora não é

apenas fica.


Não abstante do tempo

não abstante do espaço

são faces da mesma viagem.

Inundas de recantos

perdidas em pequenos prantos..


O amor é alma louca,

espírito,

compaixão...

Faz-se em desatino,

cresce e morre,

no mesmo coração.


Mas quem disse morrer

não disse de si próprio o nascer.

Desatinado e sem rumo, vagueia

banhado por lua

guiado por escura clareira...


Não mais certo é

não cantante,

quase sem fascínio

é por todos que ele se faz pleno,

sem querer ser pessoa

passa a ser povo.


Mas não mais que apareces

distantes,

deitado no chão

teus olhos negros

demonstram sua maior misericódia

amar na alma

e em si.


Cansados de mais relatos e causos

fantasiam as mais massantes ocasionadas em sua canção

mexem em fitas de lua crua

faixas imensas

almas imensas,

coração.

16 de maio de 2011

Não o começo, mas seu fim

Talves meus sonhos não se façam verdade enquanto meus olhos não se encontram aos seus. Enquanto uma amarga espera, fica por tanto na boca, que seu doce vai fermentando em solução.
Logo não se corre mais pelos campos, mas os passos largos, quase impossíveis, são um voar baixo. Mais ainda que qualquer fatia de ser e humildes desfazer em desprazer.
Não mais que derrepente, torna-se pura poça d'água, desaguando pelos mais diversos rios, menos que um simples ser ínfamo, em sua planitude rasa, não passa da gota que se uniu a mais outras; condenadas a um destino de poça, sempre secam no fim, não mais fluem, estáticas.

Quando, por mais engrandecida forma, as personas se fazem verdade em personagens de si, numa ambiguidade de ser. Quanto mais forma recebe, menos grande é em seu interior, que continua esquecido a mercê de suas exterioridades, na margem de sua sociedade interiorizada. Uma voz e uma liberdade, uma migalha em um quase chão.
Uma roda gigante gira. Gira sempre a roda gigante. E assim, um dia está no topo, outro está lá embaixo, junto ao chão. Quando a face vê a felicidade: quem quer a roda, nao quer o chão.
Já que o maior dos infelizes diz ter uma c0nstante e infinita alegria, esta vazia e cheia de tédio, quer um chão estático. Num mundo cheio de vazio, inesperança, inesplicável, inaplicável em vida.


Afinal, não mais é querer um mundo que quanto mais tentamos mudar, mais força continuar como está. Este tédio de vida cansa a qualquer um e as fábricas de novos escravos (também chamadas de escolas) ensinam um mundo onde o esforço e a aprendizagem só tem um fim, sistema. Já que a mudança somos nós, que tal começar agora mesmo.
Pois, enqunto o céu arde em chamas, você clama por sua liberdade. Já é tarde, você já morreu a décadas.

10 de abril de 2011

Castelos e vida

Vermelhos tristes
tragam a misericórdia ao mundo
Cantem no Brasil a fácil canção
que surge com a vida e,
a vida, com o coração.

As maiores fáceis condições

se enchem de maiores temores de mundo,
nada se faz pelo pavor da guerra.

Cansas tu de crescer em tua vida

Voe no mais puro caos dos céus
Pois esta tempestade o faz renascer.

Que pode crescer e fazer crescer em seu pior estado de espírito,

nasce e renasce a cada suspiro de vida
como cada uma de suas células se rafaz no mar das emoções,
das verdade,
do mundo.

Quem és assim descobre e de ti se regorgeia

as máguas são sim, muitas,
tais como as montanhas e sóis brilhantes
olhos claros, lípidos, vivos!

Maiores faces,

maiores sentido cândidos da maior glória
Nada que se pode é possível
tudo de imprevisto é real
e qualquer dificuldade é mais e mais recebível,
que um mundo do apenas,
calor e paz.

É fácil viver se não se vive

é simples crescer escalando alguém...
mas fazer-se de si sua própria escada,
exige o maior de si
não do outro
não de ninguém...
não cantam os pássaros engaiolados
ou os que não sabem voar..
estes continuam ao chão apenas e piam...
piam tristes e amargurados
piam em desmanzelo real

Choram e morrem no chão,

que não
não o deixa,
apenas o envolve e o faz junto a si
novamente terra,
mas não mais
ser de si.

Não quem pode correr pelos campos ou fazer do mundo algo novo e melhor
não mais quem pode criar as sementes de uma nova geração
de rios de glórias
de poder, até destruição
quem mais em si pode
que mais não quer
tem o poder de ser o que quiser

Tem em seu maior poder o incrível e intenso querer
pois é simples sua complexidade
que se faz renovada em cada suspiro
assim surgindo em forma humana
e, cada vez mais, a forma humana se susgindo em forma de ser...
Quem sabe um dia,
seja possível o maior dos sábios descobrir,
que a maior sabedoria de se ser e ter consigo
em metamorfose e em criação:
É a forma criadora do universo
a visão e o descobrimento;
este sim é paz
intensa e contagiante
pois esta cria,
não estática,
se faz do nada
da intensa escuridão
de movimento calado.
Deste suge o tudo, a luz do silêncio móvel.

Dos castelos, meus sonhos se fazem
castelos de areia,
castelos de vento,
castelos de pessoas
e amores...

Faço parte dos castelos...
... eles fazem parte de mim.

8 de abril de 2011

Tempo

Os mares de azul

fazem em sereias cantantes,

a nudez de meus pensamentos...

Me faço como eles

e mergulho nas águas

num doce acalento.


Estas, cheias de escuridão,

tragam em suas profundezas;

mergulho.

Mais que antes,

resurjo, refeita.


A brisa fresca, envolve meu corpo, acaricia

seca os males,

faz crescer o fervor,

grande..


Nas asas da noite, me deito

me envolvo,

flutuo...


Aquela luz,

aquela lua;

a única espectadora.

Abençoa.


Fluidez,

canto lúcido e lúdico,

amor...


Tudo é mais que antes,

permeia toda a existência,

faz e refaz em antíteses,

que não são.


Apenas crescem em outras verdades,

não as mesmas,

nunca repetidas...

mas uma não impede a outra de ser.

Afinal, quem disse que para existir uma verdade,

é obrigatório uma mentira?


Assim é...

e o mar, transbordante em maravilha,

podendo, afinal

curvar-se a luz dos tempos.

Que o traga...


Mesmo assim,

o mesmo pode,

faz

e surge,

também...

refeito.

6 de abril de 2011

Cavaleiros da lua


A escuridão gélida, queima em nossa alma,
os respingos de sangue pelo chão
unem-se ao céu crepuscular.
As auroras não existem;
apenas o entardecer.


Há quem não pode,

há quem não quer...
mas todos fogem deste temor
e o vale da morte, reina soberano.

Cavaleiros negros caminham pelos ventos,
entram nas almas
nos corações,

são o sopro que permeia a vida e a morte.
De desastre a luz
de morte a ressurreição.

Não é possível fugir,

você é morte,

É o sangue que respinga,
enquanto os passos apressados
o empossam em seu coração.

Você morre.


Não seria mais que dois lados,
o mesmo ser,
o mesmo tudo;
mas invertido.

Como espelho confuso:
quanto mais reflete,
menos se vê,
menos se sente;
menos...
...existe.

24 de março de 2011

Meu coração reverbera junto a ti nos caudeus da criação, seja possível o passo. Ouço vozes... quem será?

Histórias...

Histórias...


No mais provável do adjacente a ti, não sei o que se tornaria tão afável quando sua prórpia luz. A élfica luz dos anjos. Cantando em tua mente, regojeiam os pássaros e soam as trombetas do fim dos tempos. São únicas, são infinitas.
As marcas da marcha resoam pelo chão, reverberam pela mente e a terra treme. Sua chegada é colossal, divina; diabólica. Quem poderia ser o mais de sua própria visão, ainda sim, não enxergaria seus olhos tão puros de luz, que se tonam pura treva. Não, não seria tão possível, pouco quanto.
Luz sua, brilhe em glória, para sentir ao menos sua chegada, permaneça acordado. Tente permanecer.... mas o canto das sereias seria o mais divino, não é possível resistir?
Olhares do além lhe fazem quase desistir de sua vitória, as chamas brotam da terra, água e ar já são um, os elementos se misturam; a luz surge... caos.
As passadas são impossíveis, chegam mais e mais perto, são a morte em carruajem negra. O próprio medo em pessoa, não é possível! O chão continua a tremer, temendo o que chega. Os pássaros se escondem, o grito é ouvido.
Sete dias e sete noites pelo vale da morte, os pés descalsos, olhos vendados, o ar insalubre, quase inrespirável.... terror. Segundo é eternidade, e de etenidade em eternidade os passos se fazem no chão; que ainda reverbera. Os pássaros ainda se escondem.
Quando tudo se acaba, no fim das máguas, anseios, dores ou amores; eis que surge a esperança. Do vale da morte, surge uma luz; uma voz pode ser ouvida. O canto dos anjos renova a terra, as estrelas envolvem os corpos, uma trombeta é soada. Puros surgem dos céus, que se ilumina, nada é mais, fatídigo.

E uma nova era surge, esta, tão docemente esperada. Nos anseios da mãe tudo ressurge, agora sim, surge; o novo.

13 de março de 2011

Pela visão do cego

Os capazes apenas em fazer de si sua maior vitória, podem não chegar ao passo final, pois este não possui um si, mas um todos.
Então danças no silêncio da noite
cantas na escuridão, suas maiores luzes
em podridão, suas virtudes
mas afinal,
quem cantas?

A vida de ti, em mim se faz
com espelho trocado:
mais reflete,
menos se vê.

Nestas cartas de baralho,
tão jogas ao chão...
este mesmo
onde você se deitou e dormiu sereno.

Elas fazem nossa sorte,
nossa vida
e nossa prisão...
iludidos, no mais puro sermão.

Não olhas, não vês, não cantas,
não mais.
Afinal,
quem consegue ser
com a faca enfiada no pescoço?

Nada mais
enquanto tudo se desfaz aos olhos desatentos
nos constrói e retorna.
A destruição é só luz,
de quem constrói,
quem reorganiza.

A coesão de seus olhos
não vai ver mais nada
livre a loucura
ela sim, como mesmo diz
nos cura.

11 de março de 2011

Luz vermelha



Isso foi o começo, ou um movimento unitário?... bem, não acredito na segunda hipótese.
O que era previsto, o que era temido; o que se inicia no oriente, tudo isto.
E nós, ainda fracos o suficiente, nem viver aprendemos, nem ter saúde. Quem poderia fazê-lo, melhor que um bom despertar?
No geral, o movimento já começou, não bastando, avisos vem pelos sonhos; como intrínseco de premonição, e acreditar, basta?

.......... Não, não basta. Precisamos nos preparar para isto, parar de comer papel, respirar papel, viver papel. Não um papel qualquer, mas aquele verde, que tanto queremos mais e mais. Pois com a natureza em movimento, um homem cheio deste verde papel , vai se tornar um homem cheio de papel verde, qualquer; nada mais. Vazio e amedrontado...

Viver é sim preciso, aprender a viver mais ainda. "Na terra do homens cegos, quem enxerga é rei"; na terra dos homens mudos, cegos, insensíveis, sem gosto ou cheiro, quem o tem é anjo. Anjo de si, livre, voante... seu pé na estrada é um pé na estrada, não miséria, tristeza e solidão...

Que possamos saber viver, afinal um dia tinha que começar

10 de março de 2011

Luz verde

Para que possamos ganhar de nossos medos a maior parte de sua força, para que possamos saber perder como maiores vencedores, para que possamos nos amar como o último dia, para que possamos viver, como o primeiro... para que o mundo seja um novo mundo. Nós temos, podemos e queremos, o que basta então é o passo.
Não faltam forças, não falta fôlego, não falta paz.

Que as virtudes possam ser maiores que sua mágoa de viver, que sua luz se equilibre com sua trevas, que sua alma seja forte para seguir sempre em frente... que possa pulsar amor em suas veias, enquanto expande sua maior glória. Sorrir é um dom dado a poucos e poucos podem fazê-lo plenamente. Olhar não significa ver e cantar não significa estar livre, mas querer e clamar por liberdade. Amar não significa se apaixonar e estar louco de paixão, não significa amar alguém.
O poder do universo não passa de um grão que cai ao chão, mas este mesmo grão tem poder de mover uma infinidade de outros, a luz não tem poder contra as trevas, pois a mesma é intrínseca da natureza da luz. Não há mais causas e consequências, não há mais incêndio e incendiário, assassino e vítima, ladrão e roubado... há apenas o instante, tudo é um.

O incapaz tem o mesmo poder do capaz, o deslumbrante tem o mesmo pode do encarniçadamente feio, o corajoso tem o mesmo poder do covarde, o fraco tem o mesmo poder que o forte; todos tem em si a mesma força potencial, energia de reserva. Mas uns a guardam, outros a usam e dela ousam. A diferença é a dedicação a si e a forma empregada, nada mais.

Quem quer pode e quem pode, ainda mais quer. Podemos caminhar pelo abismo e nele podemos até nos jogar... temos o potencial em nós guardado, de voar como pássaros, dos quais vem a música que presa a liberdade. Deles mesmo e de suas asas, partem os fascínios do mundo maior. Que nossos olhos possam ver por entre as brumas de nosso ser e que, assim, nos livremos definitivamente de nossas inúteis vestes...

7 de março de 2011

Estrada

Caminhos...
graça de ser e viver,
com a maior satisfação se encontram...

As vidas...
os amores.
Estradas...

Olhares se cruzam,
pensamentos se criam
amores, amizadades... irmandades
tudo se faz.

Ela somos
dela precisamos.
No curso do que chamamos de vida
na encarnação.

....

Pé na estrada
olhar atento
fruição!

5 de março de 2011

Realidade

Nas maiores fascinações, o temor é a maior. Quem seria o mestre que, em si; vence um medo como trasformação?... Nas rotinas nos deixamos inundar pelos mesmos, tais como pelas próprias preocupações. Mas é assim que se pode enfim adquirir o êxito.
Não na batalha, mas na paz; não na maldade, mas no próprio altruímo de ser. Somos todos o que encarnecem a própria vida, não falta nada. O que basta é ver.
Os passos que queremos dar, as falhas que queremos sanar, as humildades... a inovação e criação, não há o que se encontrar lá fora, senão olhamos ao nosso próprio interior. Nele encontramos o poder do mundo, aquele mesmo, que move os planetas, as galáxias e o próprio universo. Não sabemos para onde nos dirigimos, não vemos a arte final... o bom artista, ocupa-se com cada instante de sua obra, cada traço, cada feição e detalhe. A arte final é a consequência, não a causa.
Não há algo mais, apenas agir, basta. Você verá que não é o outro , mas você, quem faz o mundo estar como está.

Encontrando

O que então nos liga é mais que um enlace de viver
o mais do mal
o mais do meu ser
o mais do todo...

Não penso
não vejo...
apenas sinto
sinto em mim,
agora posso.

Então vejo o que não via
não com estes olhos tão cegos de ser
meus olhos da alma
o qual um único olhar
pode desbravar o mundo.

Assim me encontro
assim te encontro
assim sou
e finalmente respiro alividada...

3 de março de 2011

Quem sabe?

Felizes trevas de meu amanhecer
cândidas águas de meu viver
calmas faces resplandecer
e fáceis enlaces de ser

Quem serias tu
os meus sonhos de outrora?
a quem outrem, já cantava fascinado
calado em recanto...
caído, em seu pranto.

Migalhas de seu pão amanhecido
tão jogadas que nem pombo come
caíram da mesa ao coração
e lá apodreceram
...

Coberto de sua coesão lúdica
causa em minha canção
fáceis desalentos
e me cai ao chão, sem força,
como vento.

Não me rela
mas tudo em mim toca
e é assim,
tão fácil...

Teu silêncio me fascina
na falta do que dizer...
Obrigada.

Amores, loucuras...

Em meus sonhos , teus olhos se encontram aos meus
estes me seguram em ti
interminavelmente unidos nos encontramos na distância,
conversamos no silêncio móvel
e somos um,
mesmo separados.
Os enigmas sem fim de utopias,
causam fadiga de pensamentos e emoções
mas as alegrias dos dormintes total,
toda relação a eles e com eles se fazem...

Causas intermináveis e inacabáveis sem entendimento
pergunto-me o porquê,
mas este se mostra mais complicado que a pergunta
sabe-se lá...
.... então, cantemos enquanto o riacho corre
e simplesmente seremos felizes.



Facilmente, divertida das palavras
durmo e acordo junto a elas
sabe se lá quem são as mesmas...
talvez as próprias almas que me sussurram atos
talvez eu mesma a falar incansavelmente
talvez não haja explicação, apenas perguntas
Talvez ainda, seja eu mesma, tu ou nós...
Quem sabe afinal quem dorme e quem acorda

Olhe! O raio de luz na janela....



.........Que dizia mesmo?

21 de fevereiro de 2011

Aquém do todo

O amor do mundo, não é algo que possa ser comprado ou vendido; é eterno e único. Mas tuas mais ínfimas criações estão se vendendo, como um nada. O mundo não só pede ajuda, mas nós, pois dele fazermos parte, somos o caos mais inevitável de sua criação.

Os caminhos se entre-cruzam no espaço, o meio é um só. Podemos apenas caminhar por entre as teias da vida, sem nada lhe acrescentar; mas podemos ser a diferença no mundo, a gota que vira o oceano. Isto não é algo de ideologia dita e não praticada, é pura vida e esta vida vivida, é a luz que falta nas trevas.

Então trevas e luz em si, são um. Não abstante, crescem e se trasformam. Seu brilho pode estar em nossos olhos, mas não apenas... podem caminhar por entre nossas palavras, atos e feitos. Somos um e somos tudo.

Destruindo o mundo, nos desfazemos e morremos. Somos intrinsecamente Terra; não adianta querer dela fugir, pois seria como uma própria célula de nosso corpo de nós se retirar. Morte certa.

Cuidemos de nós mesmo, cuidemos da mãe; Gaia.

Faltas... qual é sua opção?

Se for assim, quem de nós poderia viver se um morresse?... quem poderia suportar caminhar sozinho por entre as brumas de suas próprias maias e medos?...
O mundo já não é o mesmo, nunca foi e nunca será; enquanto sempre percorremos as mesmas trilhas já traçadas, afundando cada vez mais esta lama. Este seria o medo do abismo? Sim, preferimos morrer onde outros já morreram, ao invés de começar algo totalmente novo.

Alguns caminham, outros correm... alguns seguem, outros são seguidos... alguns morrem, outros são mortos. Mas quem seria o semeador desta floresta cinzenta?...


...Nós mesmos.

26 de janeiro de 2011

Eu me sinto aprisionado em meu próprio ser, não sei o que fazer... me sufoco com meus pensamentos e quase morro. Aquilo não sai da minnha mente, agora estou tomado, completamnete; não posso mais fugir, as portas se fecharam. Minha opção é esta, mas não depende apenas de mim. Não posso ver nada além daqueles olhos em meus sonhos, os lábios intocados... as risadas alheias. Contudo ainda o tempo e o espaço se faz entre nós, destes as maias se multiplicam e tudo isto ocorre. Não que só ocorram coisas más, as boas também estão presen

NÓS

Não sei mais o que pensar, nem ao certo o sentir ou o que sinto. Pesei uma vez quye havia me "desligado" dele, contudo pura ilusão. Cada ve sinto uma vontade, cada qual mais oposta, ou não. Pensei em me desligar literalmente, em pedir para voltar, tornar-me sua melhor amiga... no final, acabo por não saber de nada. Sei que muito disso vem do pouco diálogo que existiu entre nós desde que deixamos de namorar... sei que devo falar mais com ele, mas me sinto muitíssimo insegura, as vezes; penso em coisas péssimas. Vezes, tento fingir indiferença e jogar tudo ao alto... sempre aos extremos opostos e, no mesmo sempre, na mesma enorme indecisão.

Ainda amo ele, tal qual o amei desde a primeira vista, o difícil é interpretar o amor... no final tenho a resposta mas simples de todas e, por isto, quase a mais complicada: Apenas um belo diálogo resolveria tudo isto, o que já foi muito planejado, mas em nada feito.

A Ana me contou algo que lhe foi dito; por ele. Disse que se decepcionou comigo, pois pensava que eu seria exatamente gual após a separação, mas me ornei muito fria e apática. Quisera eu ter aceitado tão bem como eu pensei ter aceitado, quisera eu. E mais uma vez se mostra minha dificuldade em expressar o que sinto. Descobri hoje, acho, o seguinte: como tenho muito o sentir dos otros em mim, sempre, dificulto-me em descobrir o que é meu e não; sendo mas facil expressar o sentimento alheio, ao próprio, ou ainda mais; nenhum. Harmonizar-me, é sim o que preciso.

Amo amo amo, sim. Não sei o que quero em relação a este sentimento, mas de algo sei: sei que quero-o sempre por perto, seja como namorado ou amigo; amo sua companhia e todo seu ser, aprendo muito, inclusive a amar em prática. Sei desde que o conhecia apenas de vista, a existencia enorme de sua essência; um artista nato. Aprend que tenho algo a ensinar... sei plenamente sua enorme especialidade em minha vida, algo ímpar. tenho muito a descobrir e esta é outra coisa explêndida; mesmo "longe", mexe tanto comigo, tira meu chão e zona de conforto, faz- me pensar e rafletir de tal forma, que poucos fizeram... estas e outras milhões de coisas, o fazem total e completamente especial para mim. Seja como or nosso futuro, sei que será pleno de felicidade.

Sempre crescendo mais, sempre descobrindo os mistérios e sempre, sempre; descobrindo novos. Um escritor e um filósofo, nunca tem em si marasmo, há sempre um certo anseio a algo (por e com algo). Este incomodo desvenda barreiras, muda cursos de vida, sempre são reolucionários. A arte é algo intrínsec em cada ser, pois dela somos feitos; por isto, quanto mais perto dela, mais próximo de Deus e de si mesmo. Sempre interligado, um só.

Sorria sempre, ame ame sempre... mas não se auto vigie tanto, não seja seu próprio sentinela. Esta sociedade de "Vigiar e Punir" doentios, são piores que uma moarquia. Livres podemos ser, sendo plenamente.

Mandarei uma carta para ele, retribuir. Aproximar-me-ei, dedicação é essencial e sei que isto faltou de minha parte em nosso namoro, sei que ainda falta. Nã só com ele, mas para com todos a minha volta; me doar mais, sim.

No meu sonho estavam todos como se eu fosse o centro das atenções, foi muito bom.

Acorei e fiquei na cama, no meio termo, como um sono desperto. Descobri, que quero uma amizade, com coisinhas a mais; não sei se quero namorar.

Gosto muito muito muito de mim mesma, aprendo a me amar cada vez mais, o que é ótimo; pois eu sabendo gostar de mim mesma, aprendo a dar amor aos outros. Assim posso me pacificar, aprender e ensinar.

tes e sim, elas tem tanta importância para o mundo quanto a própria humanidade.

O elo da escuridão

Encontrei-a quando estava caminhando distraidamente pelas ruas, naquele turvo da noite a vi, nunca me esquecerei disto:

Seus cabelos esvoaçantes envouveram minha mente, mas foram seus olhos tão profundos que quase me tragaram. Num azul noite, eram quase negros, olhavam em todas as direções e diretamente a mim, como se abarcassem o próprio mundo. Olhar aquilo dava a sensação de um quase desalento; mas envolto em calor e aconchego... eram ondas de mar e eram gaivotas.

O que é livre realmente, nunca pode ser aprisionado; pois o interior inácansável é quem guarda esta incrível p

O que é vida?

O que os estava fazendo correr em círculos eran as panteras ao seu redor, nao literalmente, mas quase. Quase estavam perdidas as as eperanças, mas então se reencontravam junto a tantos outros tabém perdidos. Aquela vida sem cotidiano, apenas fome, medo e dor; acabava por se tornar muito comum. Sobreviver, a palavra central e chave; sempre, sempre, em busca da vida; vida melhor. Não é fácil ser feliz, não mesmo... mas em qulquer meio e ambiente, há alguém com potencial para esta proeza. Precisamos também, da muito boa vontade para ajudar quando solicitado; saber, também, receber ajuda... Ha sempre e sempre a aprender.

Então se aprende a amar, com tudo o que é aprendido quando é quase ou completamente, abandonado pela população de massa. Mas no meio de perigos e medos, nao é tão possivel assim; o ser humano sempre em sua forma de conseguir sobreviver... por isto continua na terra, insistentemente. Sempre e continuamente, uma das maiores partes de sua própria continuidade, digo, terrestre; vem das eras humanas. Apesar das dorres, causa-lhe tanto prazer, como o de se ver de fora; acabando por se tornar uma enorme droga viciosa... de si mesma.

roeza. Mas

www.oficinada semente.com.br

19 de janeiro de 2011

Também vida...
  • ,
O que vejo nos olhos amargos e tortos
também vejo nos teus, brilhantes
A luz que ilumina as estrelas,
em ti se clareia...
Mas quando corro ao encontro,
tona-se sombra,
de tua frágil maneira de ser
tão pura de corrosão

Encotra então seus dilemas na vida
tua esperança quase se vai
mas se ainda fica permanece
e em teu coração, o amor se faz.
Caminhando pelo rio escuro
quase não vê
quase se afoga...
só há, então, a mão que te salva.
Aprende a nadar,
aprende a sorrir
a ver, sentir, dizer
acima de tudo
em ti, vê...
Os olhos
a boca
o cheiro
palpitação
encontro
luz
lua,
escuridão...
vida.
Corrozão.
Continua...