
A escuridão gélida, queima em nossa alma,
os respingos de sangue pelo chão
unem-se ao céu crepuscular.
As auroras não existem;
apenas o entardecer.
Há quem não pode,
há quem não quer...
mas todos fogem deste temor
e o vale da morte, reina soberano.
Cavaleiros negros caminham pelos ventos,
entram nas almas
nos corações,
são o sopro que permeia a vida e a morte.
De desastre a luz
de morte a ressurreição.
Não é possível fugir,
você é morte,
É o sangue que respinga,
enquanto os passos apressados
o empossam em seu coração.
Você morre.
Não seria mais que dois lados,
o mesmo ser,
o mesmo tudo;
mas invertido.
Como espelho confuso:
quanto mais reflete,
menos se vê,
menos se sente;
menos...
...existe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário