6 de abril de 2011

Cavaleiros da lua


A escuridão gélida, queima em nossa alma,
os respingos de sangue pelo chão
unem-se ao céu crepuscular.
As auroras não existem;
apenas o entardecer.


Há quem não pode,

há quem não quer...
mas todos fogem deste temor
e o vale da morte, reina soberano.

Cavaleiros negros caminham pelos ventos,
entram nas almas
nos corações,

são o sopro que permeia a vida e a morte.
De desastre a luz
de morte a ressurreição.

Não é possível fugir,

você é morte,

É o sangue que respinga,
enquanto os passos apressados
o empossam em seu coração.

Você morre.


Não seria mais que dois lados,
o mesmo ser,
o mesmo tudo;
mas invertido.

Como espelho confuso:
quanto mais reflete,
menos se vê,
menos se sente;
menos...
...existe.

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