18 de março de 2014

Eu não quis luz alguma, escuridão suave fala antes dos sentidos que das formas: antes os sentidos às formas.
Jamais quis luz alguma, a escuridão soturna fala baixo e o silêncio móvel traduz todos os desejos: antes as perguntas às respostas.
Não desejo luz alguma, a escuridão fremente vibra entranhas e faz ser: antes o meio ao fim.
Que não haja luz alguma: a luz dos olhos escurece a dos sonhos.

Mas se não há luz,
havemos nós?