Filhos de era nova, filhos de sol e lua. Cantai louvores a si, correi campos infinitos, corei coros lúcidos. Movei barreiras, soprei massas, formei vidas. Vossa face percorrestes mortes tantas, varridas pelo chão dos miseráveis, vossos olhos vísseis cantigas no fogo das armas e pavor no sentido palpitante batido. Passos largos ao infinito do outro,caminhos traçados e lascivas torrentes de glórias assíduas das mais fortes comarcas do jamais existir. Quão mais poderíeis confraternizar-vos com tal aspecto de maldita face? Poderíeis alguém desprover-se da máscara e olhar verdade nua, olhos a olhos? Poderíeis realidades criar com apenas suspiro de expressão; ou mundos novos, de olhar único a outro ponto dos céus ou mares de seu interno corrido? Ainda viveis enquanto outros tangem-vos muros e corpos caídos? Onde estais?
De grito há o desespero, jamais fostes tão presa, geração dos desesperados. Jamais tão tristes, jamais tão loucos. Narcotizados novos em fuga do que jamais chegou a existir; podeis ouvir cantar os pássaros da nova era? Enquanto corpo vosso definha-os, força mais os tristes pesares. Como geração nova pode cair em tamanho esquecimento?
Aqueles do mundo a mudar, aqueles do agora ou nunca. Do nunca. A geração que veio chorar as tristezas do mundo, e mover espaços ao futuro dos rijos passos, fronte em porte. Lutai pelo bem de si, de outros e todos; lutemos. Tantos caminhos já traçados a frente encontrados, mas tanto mais a criardes próprio; não prefirais morrer tanto, onde buraco mesmo caído por outros foi; o medo da vitória tange- vos face vindoura; corpos de luz. Tais, movidos passionais por tão; tanto sente, tanto pensa, que o fim exala-se na escuridão, do desconhecido. Próprio de forma movida outra.
Sois mortes dos tantos, sois vida dos demais. Vossa arma é alma grande, vosso pesar é o pranto dos caídos; vossa dor asas são; voai finalmente!
Obs.: Como é percebido, o texto esta em segunda pessoa; caso haja algum erro de concordância, conjugação ou forma verbal, peço que seja citados abaixo. Grata.
