Seu sangue se foi do alto dos montes; caiu, esvaiu envolto em vida: a vida levada dos olhos de alegria, no mar de morros, sorriu um dia. Foi-se e bem ido. Só suspiro último e adeus. Coração direito onde não foram as feridas, nascença especial a posição, que por amor chorou, corou e findou lida. Ali ficavam os sonhos, ali deixou-se a vida. Não houveram herois, não houve donzelas; apenas o velho e triste desfalecer: o palor infinito em meio ao carmim cheio. Como pode aquilo à atroz tanta esperteza? Agora pouco mais que um sopro, um frio, sonora tristeza. Ouviram-se os gritos, já mais que galos idos. Foi ele o bem amado, e alguns comentariam bela sua tez de jazigo; quem mais sabe da beleza que a face do passado ido? Morre a morte, há reações, indignação e alusão; mas nada isso muda: morte é morte. Não há mais, nada. Esvai-se, é arenoso: pó no chão.
