26 de outubro de 2011

Libertos por universo próprio!

Sinto falta da brisa inspirada de liberdade que tocava meus cabelos e enchia meus pulmões. Sinto falta da relva crespa nas canelas e do som do coração. Palpitante, correndo e morrendo pelos cantos, num vôo baixo. O que é livre realmente, nunca pode ser aprisionado; pois o interior inácansável é quem guarda esta incrível proeza. Mais do que é instante. Uma luz que permeia as almas de leve, sem dono ou condição de ser, uma vida que é, simplesmente, sem medos em existir; apenas coisa boba ou outra.
Sua maior liberdade infinita, como brisa fresca de verão; uma energia de tão aconchego, quanto desilusão, certa angústia em existir. Algo de medo, algo de sorriso. Uma exceção única, pura de caos e glória. Não de ódio, mas rebeldia. Cheia de mais que uma proeza, também de escuridão, esta dotada das asas mais consciência grandes de vida, que cheias tão de fervor em glória, poderiam, de mesma forma, ser seu chão mais desalentado e obscuro. 
Onde as amizades são fáceis enlaces de uma simples satisfação... o correr, o voar. As mãos de simpatissíssima pureza; chegando a um mundo tão estranho, tão irrizório em afeto. Não seria mais possivel crescer assim, não mais que uma pétala num castigante inverno, não fazendo mais que murchar e cair. O desalentado estar só. Infacilidade em existir no mundo, incapacidade de desistir de todos, mas pura luz em fogo de excitar em si a desistência. Todavia, seu coração e corpo, movido pelas paixões, não permitiriam tal ato. Osmótica, em plena desforme, ideias e ideais grandes e lunares; certezas incontestáveis, adéptas da eternidade de um suspiro. Não mais que um grão, mas mais que toda a areia do mundo. Os olhos são tudo, a mente gaivota.
Sempre crescendo mais, tendo em frente mistérios e sempre, sempre; descobrindo e desvendando novos. Um escritor e um filósofo, nunca tem em si marasmo, há sempre um certo anseio a algo (por e com algo). Este incômodo desvenda barreiras, muda cursos de vida, sempre são revolucionários. A arte é algo intrínseco em cada ser, pois dela somos feitos; por isto, quanto mais perto dela, mais próximo de Deus (Lei ou Eterno) e de si mesmo. Sempre interligado, um só.
Sorria sempre, ame ame sempre... mas não se auto vigie tanto, não seja seu próprio sentinela. Esta sociedade de "Vigiar e Punir" doentios, são piores que uma moarquia. Livres podemos ser, sendo plenamente. 
Quanto mais ousadia houver em existir, mais fortemente serás julgado e pregado em uma cruz social. Mais fortemente serás nocalteado e com mais força cairás sobre solo denso. Mais enormemente terás dores e insatisfações, mais intensificadas serão suas tristezas e maiores serão suas decepções.
Destarte, que passáro novo não cai diversas vezes para saber voar? Que seria da tão deslumbre borboleta sem a dor descomunal de retirar-se de seu próprio casulo? Sem isso, jamais poderia a mesma, sentir o mais doce e sublime prazer em voar!
Em mergulho rasante, vê-se o céu utópico e as risadas plenas. A Felicidade!
Desta, faz-se a plena construção entre alegrias e tritezas torrenciais. Numa pura plena forma do desfazer-se em tantas antíteses, quanto preto no branco. Sendo ser humano fruto dos extremados opostos, filho de Nada e do Tudo, dando união ao Caos grande e crescente. Nas desrealidades reais, não seria que o homem imaginaria suas feições e desse imaginário as fizesse real? De sua própria mente resurgisse o próprio mundo que o envolve?
Então seriam os mesmos, humanos; universo.



24 de outubro de 2011

Num domingo de sol

Livre pelo campo
verdejante tarde de sol
luzes de fogo nos olhos,
pensamentos vultuosos mil;
toda mente.


Cheios loucos e gritantes
mas num instante pleno,
deixo de existir por segundo:
Seu cheiro estava em mim.

Quem sabe as lembranças apenas,
mas não apenas poderiam tão realmente ser;
não estava comigo,
mas sua essência...

Cheio de sua pura luz,
nas entranhas estranho entrou e ficou
louco, paixão;
sempre meu único chão e ares
em que vôo e pouso segura.
Talvez poderei jamais voltar ao solo,
não mais que em frias águas de desunião
chão de contratempos e desencontros.
O mais que uma grande superfície de jamais deixar de unidade.

Os sonhos de tão reais fazem-se vida,
puras cruas atmosferas
friamente numa latente embargada feição.
Encontrei, digo;
só não posso me jogar em poço fundo.
Sem tuas mãos, serei em puro vão.


O sol brilhou forte, alentado de arco-íris e chuva
e enquanto ela caía singela,
selava eterna o que jamais seria quebrado.
Oh luz de lua, densa em pura satisfação da graça,
sempre junta, plena e pura estará em mim.

Senti teu cheiro em verde distante,
nos lugares de memórias me sentei
e lá, revivi aquela sempre brisa fresca...
os cabelos diziam do corpo, satisfação.
Saudades.