24 de outubro de 2011

Num domingo de sol

Livre pelo campo
verdejante tarde de sol
luzes de fogo nos olhos,
pensamentos vultuosos mil;
toda mente.


Cheios loucos e gritantes
mas num instante pleno,
deixo de existir por segundo:
Seu cheiro estava em mim.

Quem sabe as lembranças apenas,
mas não apenas poderiam tão realmente ser;
não estava comigo,
mas sua essência...

Cheio de sua pura luz,
nas entranhas estranho entrou e ficou
louco, paixão;
sempre meu único chão e ares
em que vôo e pouso segura.
Talvez poderei jamais voltar ao solo,
não mais que em frias águas de desunião
chão de contratempos e desencontros.
O mais que uma grande superfície de jamais deixar de unidade.

Os sonhos de tão reais fazem-se vida,
puras cruas atmosferas
friamente numa latente embargada feição.
Encontrei, digo;
só não posso me jogar em poço fundo.
Sem tuas mãos, serei em puro vão.


O sol brilhou forte, alentado de arco-íris e chuva
e enquanto ela caía singela,
selava eterna o que jamais seria quebrado.
Oh luz de lua, densa em pura satisfação da graça,
sempre junta, plena e pura estará em mim.

Senti teu cheiro em verde distante,
nos lugares de memórias me sentei
e lá, revivi aquela sempre brisa fresca...
os cabelos diziam do corpo, satisfação.
Saudades.

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