21 de fevereiro de 2011

Aquém do todo

O amor do mundo, não é algo que possa ser comprado ou vendido; é eterno e único. Mas tuas mais ínfimas criações estão se vendendo, como um nada. O mundo não só pede ajuda, mas nós, pois dele fazermos parte, somos o caos mais inevitável de sua criação.

Os caminhos se entre-cruzam no espaço, o meio é um só. Podemos apenas caminhar por entre as teias da vida, sem nada lhe acrescentar; mas podemos ser a diferença no mundo, a gota que vira o oceano. Isto não é algo de ideologia dita e não praticada, é pura vida e esta vida vivida, é a luz que falta nas trevas.

Então trevas e luz em si, são um. Não abstante, crescem e se trasformam. Seu brilho pode estar em nossos olhos, mas não apenas... podem caminhar por entre nossas palavras, atos e feitos. Somos um e somos tudo.

Destruindo o mundo, nos desfazemos e morremos. Somos intrinsecamente Terra; não adianta querer dela fugir, pois seria como uma própria célula de nosso corpo de nós se retirar. Morte certa.

Cuidemos de nós mesmo, cuidemos da mãe; Gaia.

Faltas... qual é sua opção?

Se for assim, quem de nós poderia viver se um morresse?... quem poderia suportar caminhar sozinho por entre as brumas de suas próprias maias e medos?...
O mundo já não é o mesmo, nunca foi e nunca será; enquanto sempre percorremos as mesmas trilhas já traçadas, afundando cada vez mais esta lama. Este seria o medo do abismo? Sim, preferimos morrer onde outros já morreram, ao invés de começar algo totalmente novo.

Alguns caminham, outros correm... alguns seguem, outros são seguidos... alguns morrem, outros são mortos. Mas quem seria o semeador desta floresta cinzenta?...


...Nós mesmos.