14 de junho de 2011

Almas Cruas

Não sei o que é, só sei o quero que seja...

frutas doces, tão doces

quase se amargam em minha boca.

São o sabor do passado passado transcorrido,

passado já passado

tempo perdido?

Jamais!



E o palpitar

cansa de acaso ser

se é o agora

se desfaz em emoções

já outrora não é

apenas fica.


Não abstante do tempo

não abstante do espaço

são faces da mesma viagem.

Inundas de recantos

perdidas em pequenos prantos..


O amor é alma louca,

espírito,

compaixão...

Faz-se em desatino,

cresce e morre,

no mesmo coração.


Mas quem disse morrer

não disse de si próprio o nascer.

Desatinado e sem rumo, vagueia

banhado por lua

guiado por escura clareira...


Não mais certo é

não cantante,

quase sem fascínio

é por todos que ele se faz pleno,

sem querer ser pessoa

passa a ser povo.


Mas não mais que apareces

distantes,

deitado no chão

teus olhos negros

demonstram sua maior misericódia

amar na alma

e em si.


Cansados de mais relatos e causos

fantasiam as mais massantes ocasionadas em sua canção

mexem em fitas de lua crua

faixas imensas

almas imensas,

coração.