Não sei o que é, só sei o quero que seja...
frutas doces, tão doces
quase se amargam em minha boca.
São o sabor do passado passado transcorrido,
passado já passado
tempo perdido?
Jamais!
E o palpitar
cansa de acaso ser
se é o agora
se desfaz em emoções
já outrora não é
apenas fica.
Não abstante do tempo
não abstante do espaço
são faces da mesma viagem.
Inundas de recantos
perdidas em pequenos prantos..
O amor é alma louca,
espírito,
compaixão...
Faz-se em desatino,
cresce e morre,
no mesmo coração.
Mas quem disse morrer
não disse de si próprio o nascer.
Desatinado e sem rumo, vagueia
banhado por lua
guiado por escura clareira...
Não mais certo é
não cantante,
quase sem fascínio
é por todos que ele se faz pleno,
sem querer ser pessoa
passa a ser povo.
Mas não mais que apareces
distantes,
deitado no chão
teus olhos negros
demonstram sua maior misericódia
amar na alma
e em si.
Cansados de mais relatos e causos
fantasiam as mais massantes ocasionadas em sua canção
mexem em fitas de lua crua
faixas imensas
almas imensas,
coração.