20 de abril de 2010

Feito e refeito no infinito pensador

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O amor nos eleva, traçando nosso destino já traçado. Amo já traçado, que nos enfeitiça neste mundo invisível.
Amordaçados neste caminho sinuoso e sanguinário seguimos. Nosso corpo físico, único e poderoso, são os vampiros de nossa era, o oculto do ocultismo de nosso próprio ser. Nesta época inteiramente hierarquizada, morremos e vivemos como chuva. Nenhuma chuva, passa despercebida, sem deixar para traz qualquer sinal e mudança. O Sol, o amor,a Lua, a vida eterna e finita. O mais importante na vida é a própria vida, a vida de tudo, mesmo na morte ela está viva. A vida vive. Tidos vivos a tido momento. A vida é eterna, o eterno. Tudo, tudo. Quem é quem? Quem é quem?

Somos todos o mesmo e todos, são diferentes. Nosso próprio eu se manifesta no espírito, ao Sol, no alelo exterior, que universalmente se faz e refaz em constante renovação de eterna unidade e simplesmente complexidade, todo amor de todos e... todos somos o uno, o amor, a vida, a casa, o trabalho, o mundo. A família se mostra nossa infância, a noite de nossa vida só pode ser vista no interior da terra e em seu completo exterior, no universo. Vemos tudo da inercidade extrema e única, ignorante. Ademais, aquele amor de terra, de mãe, que faz nos protegemos e taparmos os olhos, a face, ao ver algo se aproxima, é tudo. Mas temos que seguir o pai agora, que mesmo nos levando pela mão, ele uma hora nos solta, nos deixando andar sozinhos, nos ensinando, simplesmente, a voar . No despertar da inécia, nós nos vemos sozinhos, todavia nos fazemos todo e tudo nos faz, no próprio universo, pelo qual somos enfeitiçados. Somos tudo, não somos, pois tudo se torna tudo. O eixo do universo, no mundo correspondente, a que vivemos na auto sugestão do ser, da vida universal. Nossa vida é universal, em todos os tempos, em todas as eras vivemos.
A doença da alma de um ser, o autera em todas eras de tempo, e seu fraco organismo o faz morrer na matéria, porém ele continua vivendo, sempre vivendo; pois este ciclo junca, acha esta forma cíclica e única, é universal. Somos o próprio universo do extro, ser infinito e infamo. Alelo externo, amor interno, antíteses. Jis ser*, conhecer, amar e ser para o ser; vem o rio da vida, o rio nunca para, o rio se esconde, mas nunca para, ele abarca a terra toda. Em todos os tempos e espaços ele é o mesmo. Não exige tempo. Não existe noção de tempo e de espaço.
Quando vemos de cima o interior do ser terrestre e universal, vemos tudo, na coluna do mundo, temporal anídico. Farias mestres dos tempos a mudanças. Completa. O tempo não acabou, o tempo e o templo não existem mais e nunca existiram. No lugar das estrelas, no fundo das galáxias da eternidade, a terra é um córtex do tempo, do mundo do mal e do lugar em que se vê o próprio eu e o tu de ser, o infinito e eterno.
Somos todos um universo, como imagem e semelhança do mesmo. Somos todos um universo, com suas ações e reações, constantes e inacabáveis. Somos a ação, fazemos a ação, vivemos a ação e sempre seremos, num eterno eu reflexivo. Um universo totalmente se forma e reforma dentro de nós, em nós, para e conosco. Somos o próprio, que se recria e se refaz, a cada auteração de uma reação, que assim sendo, é uma ação que gera outra reação, sucessivamente, infinitamente,única. Lugares distantes não existem, somos o universo inteiro, está tudo em nós mesmos. "Para viajar basta existir". ( Fernando Pessoa ).
No calor de seus braços existimos e insistimos, o que é isso? Afinal quem faz o que? Quem é quem? Quem somos??? Tudo se rafaz e o fazer é um eterno refazer, refazer é fazer.
L'Amourenx, O Amado.
Amor é a parte interior da união dos séculos do universo, inteligência também é o interior, todos são tudo, interior e exterior, tudo e tudo, sem anexos ou faltas. Nada foi criado, primeira ação? Se tudo se faz de reação, qual foi a primeira ação, que gerou todas as outras?
Alelo exterior.



*Jis ser: Conjuntos de diferentes tipos de ser, com seus diferentes significados, tempos e modos, mas todos ser. Ser em conjunto, em ciclos, do mesmo ser.


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16 de abril de 2010

Luz pensante e eterna

Nosso amor se escoará pela eternidade, enquanto o curso da vida continua a nos levar. Mesmo em outras vidas poderemos nos sentir, sentir em nosso interior este eterno laço, que não se romperá. Na vida nunca conhecemos pessoas, só as reencontramos, de outros tempos e outros lugares, que, agora, não é possível lembrar, mas existiu.
Nossas lembranças se apagarão da atual futura memória, serão gravadas em nosso espírito, que nunca morrerá nem perecerá...e neste eterno vai e vem de pessoas, memórias, sentimentos e acontecimentos, nós nos estabilizamos e nos adequamos.
Se adequar não é simplesmente aceitar calado, as condições sociais e temporais, mas mudá-las. Fazer da voz uma arma branca, apaziguadora e transformadora, pois só temos real força, quando estamos sem espada e sem escudo, quando, livres, damos a cara a tapa e nos convalescemos de todo este mal, estamos renovados. Podemos e seremos injustiçados, pisados e humilhados, mas nem por isso atacaremos ou recuaremos, não, sem proteção ou agressão faremos o que devemos fazer.
A dor é a vitória dos fortes, quando se vêem totalmente por baixo, podem assim ressurgir, como fênix, das próprias cinzas renascer. Do próprio fracasso, da própria dor, dos próprios erros, tirar a força para ressurgir, melhorar, com mais crescimento do que nunca.
Os olhos se fazem a janela da alma, o espelho, que tem seu próprio brilho único, o amor nossa carruagem, a inteligência nossa condução. No final, tudo se transforma novamente e ganhamos asas para voar, neste infinito azul. Desvendamos os mistérios e as noções do mundo, questionamos a própria lógica, que se torna ilógica, dando espaço a um mar de novas lógicidades... mais azul. E o próprio mar, tão grande e soberano não é único, pois tudo tem mais de um lado, ele possui sua contra parte, no céu, sem o qual não seria quem e o que é.
Novas noções e conceitos de mundo vão se formando na nossa vida. Para sabermos a verdade, basta olharmos ao redor. Precisamos saber olhar, para podermos descobrir o mecanismos próprio da Terra e do universo. O que torna isso mais difícil é a própria cultura, que nos cega, com seus princípios tolos, suas logicidades próprias de uma raça, ainda, muito imatura. Ainda em sua plena infância.
As luzes de nosso tempo, para nossa visão, se tornam as próprias palavras e pensamentos, que fogem de nossa prisão. Só é possível se libertar em corpo, após ter sido liberto em mente.