24 de março de 2011
Histórias...
Histórias...
No mais provável do adjacente a ti, não sei o que se tornaria tão afável quando sua prórpia luz. A élfica luz dos anjos. Cantando em tua mente, regojeiam os pássaros e soam as trombetas do fim dos tempos. São únicas, são infinitas.
As marcas da marcha resoam pelo chão, reverberam pela mente e a terra treme. Sua chegada é colossal, divina; diabólica. Quem poderia ser o mais de sua própria visão, ainda sim, não enxergaria seus olhos tão puros de luz, que se tonam pura treva. Não, não seria tão possível, pouco quanto.
Luz sua, brilhe em glória, para sentir ao menos sua chegada, permaneça acordado. Tente permanecer.... mas o canto das sereias seria o mais divino, não é possível resistir?
Olhares do além lhe fazem quase desistir de sua vitória, as chamas brotam da terra, água e ar já são um, os elementos se misturam; a luz surge... caos.
As passadas são impossíveis, chegam mais e mais perto, são a morte em carruajem negra. O próprio medo em pessoa, não é possível! O chão continua a tremer, temendo o que chega. Os pássaros se escondem, o grito é ouvido.
Sete dias e sete noites pelo vale da morte, os pés descalsos, olhos vendados, o ar insalubre, quase inrespirável.... terror. Segundo é eternidade, e de etenidade em eternidade os passos se fazem no chão; que ainda reverbera. Os pássaros ainda se escondem.
Quando tudo se acaba, no fim das máguas, anseios, dores ou amores; eis que surge a esperança. Do vale da morte, surge uma luz; uma voz pode ser ouvida. O canto dos anjos renova a terra, as estrelas envolvem os corpos, uma trombeta é soada. Puros surgem dos céus, que se ilumina, nada é mais, fatídigo.
E uma nova era surge, esta, tão docemente esperada. Nos anseios da mãe tudo ressurge, agora sim, surge; o novo.
13 de março de 2011
Pela visão do cego
Os capazes apenas em fazer de si sua maior vitória, podem não chegar ao passo final, pois este não possui um si, mas um todos.
Então danças no silêncio da noite
cantas na escuridão, suas maiores luzes
em podridão, suas virtudes
mas afinal,
quem cantas?
A vida de ti, em mim se faz
com espelho trocado:
mais reflete,
menos se vê.
Nestas cartas de baralho,
tão jogas ao chão...
este mesmo
onde você se deitou e dormiu sereno.
Elas fazem nossa sorte,
nossa vida
e nossa prisão...
iludidos, no mais puro sermão.
Não olhas, não vês, não cantas,
não mais.
Afinal,
quem consegue ser
com a faca enfiada no pescoço?
Nada mais
enquanto tudo se desfaz aos olhos desatentos
nos constrói e retorna.
A destruição é só luz,
de quem constrói,
quem reorganiza.
A coesão de seus olhos
não vai ver mais nada
livre a loucura
ela sim, como mesmo diz
nos cura.
Então danças no silêncio da noite
cantas na escuridão, suas maiores luzes
em podridão, suas virtudes
mas afinal,
quem cantas?
A vida de ti, em mim se faz
com espelho trocado:
mais reflete,
menos se vê.
Nestas cartas de baralho,
tão jogas ao chão...
este mesmo
onde você se deitou e dormiu sereno.
Elas fazem nossa sorte,
nossa vida
e nossa prisão...
iludidos, no mais puro sermão.
Não olhas, não vês, não cantas,
não mais.
Afinal,
quem consegue ser
com a faca enfiada no pescoço?
Nada mais
enquanto tudo se desfaz aos olhos desatentos
nos constrói e retorna.
A destruição é só luz,
de quem constrói,
quem reorganiza.
A coesão de seus olhos
não vai ver mais nada
livre a loucura
ela sim, como mesmo diz
nos cura.
11 de março de 2011
Luz vermelha
Isso foi o começo, ou um movimento unitário?... bem, não acredito na segunda hipótese.
O que era previsto, o que era temido; o que se inicia no oriente, tudo isto.
E nós, ainda fracos o suficiente, nem viver aprendemos, nem ter saúde. Quem poderia fazê-lo, melhor que um bom despertar?
No geral, o movimento já começou, não bastando, avisos vem pelos sonhos; como intrínseco de premonição, e acreditar, basta?
.......... Não, não basta. Precisamos nos preparar para isto, parar de comer papel, respirar papel, viver papel. Não um papel qualquer, mas aquele verde, que tanto queremos mais e mais. Pois com a natureza em movimento, um homem cheio deste verde papel , vai se tornar um homem cheio de papel verde, qualquer; nada mais. Vazio e amedrontado...
Viver é sim preciso, aprender a viver mais ainda. "Na terra do homens cegos, quem enxerga é rei"; na terra dos homens mudos, cegos, insensíveis, sem gosto ou cheiro, quem o tem é anjo. Anjo de si, livre, voante... seu pé na estrada é um pé na estrada, não miséria, tristeza e solidão...
Que possamos saber viver, afinal um dia tinha que começar
10 de março de 2011
Luz verde
Para que possamos ganhar de nossos medos a maior parte de sua força, para que possamos saber perder como maiores vencedores, para que possamos nos amar como o último dia, para que possamos viver, como o primeiro... para que o mundo seja um novo mundo. Nós temos, podemos e queremos, o que basta então é o passo.
Não faltam forças, não falta fôlego, não falta paz.
Que as virtudes possam ser maiores que sua mágoa de viver, que sua luz se equilibre com sua trevas, que sua alma seja forte para seguir sempre em frente... que possa pulsar amor em suas veias, enquanto expande sua maior glória. Sorrir é um dom dado a poucos e poucos podem fazê-lo plenamente. Olhar não significa ver e cantar não significa estar livre, mas querer e clamar por liberdade. Amar não significa se apaixonar e estar louco de paixão, não significa amar alguém.
O poder do universo não passa de um grão que cai ao chão, mas este mesmo grão tem poder de mover uma infinidade de outros, a luz não tem poder contra as trevas, pois a mesma é intrínseca da natureza da luz. Não há mais causas e consequências, não há mais incêndio e incendiário, assassino e vítima, ladrão e roubado... há apenas o instante, tudo é um.
O incapaz tem o mesmo poder do capaz, o deslumbrante tem o mesmo pode do encarniçadamente feio, o corajoso tem o mesmo poder do covarde, o fraco tem o mesmo poder que o forte; todos tem em si a mesma força potencial, energia de reserva. Mas uns a guardam, outros a usam e dela ousam. A diferença é a dedicação a si e a forma empregada, nada mais.
Quem quer pode e quem pode, ainda mais quer. Podemos caminhar pelo abismo e nele podemos até nos jogar... temos o potencial em nós guardado, de voar como pássaros, dos quais vem a música que presa a liberdade. Deles mesmo e de suas asas, partem os fascínios do mundo maior. Que nossos olhos possam ver por entre as brumas de nosso ser e que, assim, nos livremos definitivamente de nossas inúteis vestes...
Não faltam forças, não falta fôlego, não falta paz.
Que as virtudes possam ser maiores que sua mágoa de viver, que sua luz se equilibre com sua trevas, que sua alma seja forte para seguir sempre em frente... que possa pulsar amor em suas veias, enquanto expande sua maior glória. Sorrir é um dom dado a poucos e poucos podem fazê-lo plenamente. Olhar não significa ver e cantar não significa estar livre, mas querer e clamar por liberdade. Amar não significa se apaixonar e estar louco de paixão, não significa amar alguém.
O poder do universo não passa de um grão que cai ao chão, mas este mesmo grão tem poder de mover uma infinidade de outros, a luz não tem poder contra as trevas, pois a mesma é intrínseca da natureza da luz. Não há mais causas e consequências, não há mais incêndio e incendiário, assassino e vítima, ladrão e roubado... há apenas o instante, tudo é um.
O incapaz tem o mesmo poder do capaz, o deslumbrante tem o mesmo pode do encarniçadamente feio, o corajoso tem o mesmo poder do covarde, o fraco tem o mesmo poder que o forte; todos tem em si a mesma força potencial, energia de reserva. Mas uns a guardam, outros a usam e dela ousam. A diferença é a dedicação a si e a forma empregada, nada mais.
Quem quer pode e quem pode, ainda mais quer. Podemos caminhar pelo abismo e nele podemos até nos jogar... temos o potencial em nós guardado, de voar como pássaros, dos quais vem a música que presa a liberdade. Deles mesmo e de suas asas, partem os fascínios do mundo maior. Que nossos olhos possam ver por entre as brumas de nosso ser e que, assim, nos livremos definitivamente de nossas inúteis vestes...
7 de março de 2011
Estrada
Caminhos...
graça de ser e viver,
com a maior satisfação se encontram...
As vidas...
os amores.
Estradas...
Olhares se cruzam,
pensamentos se criam
amores, amizadades... irmandades
tudo se faz.
Ela somos
dela precisamos.
No curso do que chamamos de vida
na encarnação.
....
Pé na estrada
olhar atento
fruição!
graça de ser e viver,
com a maior satisfação se encontram...
As vidas...
os amores.
Estradas...
Olhares se cruzam,
pensamentos se criam
amores, amizadades... irmandades
tudo se faz.
Ela somos
dela precisamos.
No curso do que chamamos de vida
na encarnação.
....
Pé na estrada
olhar atento
fruição!
5 de março de 2011
Realidade
Nas maiores fascinações, o temor é a maior. Quem seria o mestre que, em si; vence um medo como trasformação?... Nas rotinas nos deixamos inundar pelos mesmos, tais como pelas próprias preocupações. Mas é assim que se pode enfim adquirir o êxito.
Não na batalha, mas na paz; não na maldade, mas no próprio altruímo de ser. Somos todos o que encarnecem a própria vida, não falta nada. O que basta é ver.
Os passos que queremos dar, as falhas que queremos sanar, as humildades... a inovação e criação, não há o que se encontrar lá fora, senão olhamos ao nosso próprio interior. Nele encontramos o poder do mundo, aquele mesmo, que move os planetas, as galáxias e o próprio universo. Não sabemos para onde nos dirigimos, não vemos a arte final... o bom artista, ocupa-se com cada instante de sua obra, cada traço, cada feição e detalhe. A arte final é a consequência, não a causa.
Não há algo mais, apenas agir, basta. Você verá que não é o outro , mas você, quem faz o mundo estar como está.
Não na batalha, mas na paz; não na maldade, mas no próprio altruímo de ser. Somos todos o que encarnecem a própria vida, não falta nada. O que basta é ver.
Os passos que queremos dar, as falhas que queremos sanar, as humildades... a inovação e criação, não há o que se encontrar lá fora, senão olhamos ao nosso próprio interior. Nele encontramos o poder do mundo, aquele mesmo, que move os planetas, as galáxias e o próprio universo. Não sabemos para onde nos dirigimos, não vemos a arte final... o bom artista, ocupa-se com cada instante de sua obra, cada traço, cada feição e detalhe. A arte final é a consequência, não a causa.
Não há algo mais, apenas agir, basta. Você verá que não é o outro , mas você, quem faz o mundo estar como está.
Encontrando
O que então nos liga é mais que um enlace de viver
o mais do mal
o mais do meu ser
o mais do todo...
Não penso
não vejo...
apenas sinto
sinto em mim,
agora posso.
Então vejo o que não via
não com estes olhos tão cegos de ser
meus olhos da alma
o qual um único olhar
pode desbravar o mundo.
Assim me encontro
assim te encontro
assim sou
e finalmente respiro alividada...
o mais do mal
o mais do meu ser
o mais do todo...
Não penso
não vejo...
apenas sinto
sinto em mim,
agora posso.
Então vejo o que não via
não com estes olhos tão cegos de ser
meus olhos da alma
o qual um único olhar
pode desbravar o mundo.
Assim me encontro
assim te encontro
assim sou
e finalmente respiro alividada...
3 de março de 2011
Quem sabe?
Felizes trevas de meu amanhecer
cândidas águas de meu viver
calmas faces resplandecer
e fáceis enlaces de ser
Quem serias tu
os meus sonhos de outrora?
a quem outrem, já cantava fascinado
calado em recanto...
caído, em seu pranto.
Migalhas de seu pão amanhecido
tão jogadas que nem pombo come
caíram da mesa ao coração
e lá apodreceram
...
Coberto de sua coesão lúdica
causa em minha canção
fáceis desalentos
e me cai ao chão, sem força,
como vento.
Não me rela
mas tudo em mim toca
e é assim,
tão fácil...
Teu silêncio me fascina
na falta do que dizer...
Obrigada.
cândidas águas de meu viver
calmas faces resplandecer
e fáceis enlaces de ser
Quem serias tu
os meus sonhos de outrora?
a quem outrem, já cantava fascinado
calado em recanto...
caído, em seu pranto.
Migalhas de seu pão amanhecido
tão jogadas que nem pombo come
caíram da mesa ao coração
e lá apodreceram
...
Coberto de sua coesão lúdica
causa em minha canção
fáceis desalentos
e me cai ao chão, sem força,
como vento.
Não me rela
mas tudo em mim toca
e é assim,
tão fácil...
Teu silêncio me fascina
na falta do que dizer...
Obrigada.
Amores, loucuras...
Em meus sonhos , teus olhos se encontram aos meus
estes me seguram em ti
interminavelmente unidos nos encontramos na distância,
conversamos no silêncio móvel
e somos um,
mesmo separados.
Os enigmas sem fim de utopias,
causam fadiga de pensamentos e emoções
mas as alegrias dos dormintes total,
toda relação a eles e com eles se fazem...
Causas intermináveis e inacabáveis sem entendimento
pergunto-me o porquê,
mas este se mostra mais complicado que a pergunta
sabe-se lá...
.... então, cantemos enquanto o riacho corre
e simplesmente seremos felizes.
Facilmente, divertida das palavras
durmo e acordo junto a elas
sabe se lá quem são as mesmas...
talvez as próprias almas que me sussurram atos
talvez eu mesma a falar incansavelmente
talvez não haja explicação, apenas perguntas
Talvez ainda, seja eu mesma, tu ou nós...
Quem sabe afinal quem dorme e quem acorda
Olhe! O raio de luz na janela....
.........Que dizia mesmo?
estes me seguram em ti
interminavelmente unidos nos encontramos na distância,
conversamos no silêncio móvel
e somos um,
mesmo separados.
Os enigmas sem fim de utopias,
causam fadiga de pensamentos e emoções
mas as alegrias dos dormintes total,
toda relação a eles e com eles se fazem...
Causas intermináveis e inacabáveis sem entendimento
pergunto-me o porquê,
mas este se mostra mais complicado que a pergunta
sabe-se lá...
.... então, cantemos enquanto o riacho corre
e simplesmente seremos felizes.
Facilmente, divertida das palavras
durmo e acordo junto a elas
sabe se lá quem são as mesmas...
talvez as próprias almas que me sussurram atos
talvez eu mesma a falar incansavelmente
talvez não haja explicação, apenas perguntas
Talvez ainda, seja eu mesma, tu ou nós...
Quem sabe afinal quem dorme e quem acorda
Olhe! O raio de luz na janela....
.........Que dizia mesmo?
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