8 de setembro de 2010

Palavras ao vento....


Odeio Mentira! Mundo falso criado é mágoa pura e obscura, temes a morte, temes o ser, temes o mundo, garotinho triste falso, mudo imundo
pensa que é
fantasia lua a brilhar
enquanto é o chão da praça
Cale-te!
Não vou mais te ouvir!
Mudo e surdo
sua alma cega se desespera
que MORRA!
Vá embora
vá embora

Por que mentes para mim?
o que fiz a ti?
que escuridão lhe causei?
Podre indeciso de ser

Não ama, não é
MORRA!
Criou mundo ensolarado
para fugir da escuridão
não soube vencer seu próprio coração

Mentes a si
cada palavra que dizes és terror
cada som que produz és desamor
e odeia e suga e mata
Agora então, chegou a hora de sua morte
morra!

O pai morre
para ensinar os segredos da morte ao filho
mas este se dissimula em mundo irreal
machucas a vida, derramando seu sangue coral.

Vive em lógicas faças
morre em sentimentos falsos
morre e morre
morra

Matas ao seu redor
mentes ao seu redor
feres ao seu redor
então, possa morrer ao ser redor...

Lei, ó Lei plena
agradeço-lhe serena
agora posso morrer
depois do luto e escuridão, renascer...
Como fênix voarei
nestas asas lindas da vida
Obrigada
Muito obrigada

Mais um vampiro detido
quero eu que renasça
sabendo viver
pois te amo como a todos
e continuo
continua querendo que cresças
Só então poderá ser
só então poderá, verdadeiramente, viver....
mas agora nada posso fazer
também me desfaleço
também estou a morrer

Assim, de 13 para 14 para quinze
aprendo os segredos da morte
para conseguir a divina temperança e a rebeldia diabólica, cheia de luz

Que possa viver e viver
saiba ser
saiba crescer
aprenda agora a morrer...

E no fim, acabamos por crescer juntos
Amo esta fascinante vida
de ser e poder
amo e clamo
chamo
Até o outro lado...

3 de setembro de 2010

Mundo carmim, cora!
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O que é a vida... ó vida, tão indecisa de ser.
Em mente se faz uma diva de esperança,
mas o que realmente és?

Luar de plácidas estrelas a brilhar,
ou apenas a luz que as iluminam,

sorrindo de seu doce altar?
Mas então seria escuridão, a morte
em retalhos de vidas perdidas e acabadas.
O que ser do outro mundo tem a dizer,
o que queremos ouvir...
o que somos?


O olhar da estagnação se cansa na superstição,

procura a realidade.
Q
ue há agora com o coração?
maluco por natureza, és o mais sano de todos
não apenas coração, como mente
se fazem eternos num melindre indigente


Ó vida, o que fazes de mim agora?
me escutas de seu trono celestial,
ó vida me ama e cora...
Abre os olhos fechados dos corações partidos
não apenas romancistas,
clareies quem não vê o chão em que pisas
e caem em suas poças de desejos e seduções,
suas maias do ego.
Não os deixes cair nas garras alheias a ti,

não os deixem vivos inanimados
Cora seu carmim, cora
e verás que esta divina se faz agora
Melhoras teus pensamentos

que tornar-se-á livre!

Faças ver quem não pode...
todavia
os que não desejam,
em caso inegável choram,
em silencio.
O querem,

que queiram.
Ainda crianças de espírito e alma,
tem de crescer uma hora.

Ó amor, amas vivo!
Tornarás tal vida eterna...

ó amor, ó vida, ó mundo....

choras, sorris, mora!