3 de setembro de 2010

Mundo carmim, cora!
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O que é a vida... ó vida, tão indecisa de ser.
Em mente se faz uma diva de esperança,
mas o que realmente és?

Luar de plácidas estrelas a brilhar,
ou apenas a luz que as iluminam,

sorrindo de seu doce altar?
Mas então seria escuridão, a morte
em retalhos de vidas perdidas e acabadas.
O que ser do outro mundo tem a dizer,
o que queremos ouvir...
o que somos?


O olhar da estagnação se cansa na superstição,

procura a realidade.
Q
ue há agora com o coração?
maluco por natureza, és o mais sano de todos
não apenas coração, como mente
se fazem eternos num melindre indigente


Ó vida, o que fazes de mim agora?
me escutas de seu trono celestial,
ó vida me ama e cora...
Abre os olhos fechados dos corações partidos
não apenas romancistas,
clareies quem não vê o chão em que pisas
e caem em suas poças de desejos e seduções,
suas maias do ego.
Não os deixes cair nas garras alheias a ti,

não os deixem vivos inanimados
Cora seu carmim, cora
e verás que esta divina se faz agora
Melhoras teus pensamentos

que tornar-se-á livre!

Faças ver quem não pode...
todavia
os que não desejam,
em caso inegável choram,
em silencio.
O querem,

que queiram.
Ainda crianças de espírito e alma,
tem de crescer uma hora.

Ó amor, amas vivo!
Tornarás tal vida eterna...

ó amor, ó vida, ó mundo....

choras, sorris, mora!

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