25 de outubro de 2010

A este texto dou uma certa importância especial. Bem, é causado por dois motivos principais: escrevi-o quando tinha apenas 12 anos, minha tia avó avia acabado de morrer. Eu não a conhecera, contudo isto causou-me inspiração para a escrita. E, segundo, foi meu primeiro texto. Já escrevia muitas histórias ainda antes, contudo este, foi o primeiro a expressar um momento que passava e o que aprendia com ele. Foi escrito dia 09/01/08.



Minha vida sempre será esterna, é como um rio que se encontra com outros. Nunca morrerei, apenas me unirei a mais vidas.
Meu percurso, como o de um rio, pode ser cumprido ou curto, mas mesmo assim, sempre desaguarei em outras vidas e me unirei a muitas delas, pois sou eterna, como todos. E enfim, desaguarei no mar, onde encontrarei experiências desconhecidas. Me unirei com o mundo, novamente evaporando e chovendo em outro lugar, formando mais experiências, mais conhecimentos e mais sabedoria. Minha alma é eterna e meu percurso sempre será renovado, nunca se acabará; pois eu sou todo o mundo,todos são, eu. Todos são tanto ninguém, quanto são alguém, alguém eterno.
Para a eternidade!



Hoje, com mais uma morte em minha vida, aprendo mais que antes havia aprendido, já compreendo esta misteriosa vida melhor. Posso dizer que isto tudo em que vivemos é perfeito e único. Morrer não acaba com a vida, pois sua antítese é nascimento; apenas dá fim a um ciclo. Esta tal morte de que me refiro apenas sublima a matéria, biológica. Nossa vida é muito mais que isto, transpondo esta "barreira". Continuamos vivos, iniciando um novo ciclo de nascimento, reprodução ( que não é necessariamente sexual) e morte.
A decorrer da vida, morremos diversas vezes, dando ao indivíduo, sempre este novo ciclo. Por isto digo: enquanto permanecer em nós um EU vivo, seremos eternos e este maravilhoso corpo de estrelas, do qual somos feitos hoje, novamente criará outras formas. Isto segue a famosa frase de Lavoisier: "No universo nada se cria, nada se perde, tudo de transforma".