Os capazes apenas em fazer de si sua maior vitória, podem não chegar ao passo final, pois este não possui um si, mas um todos.
Então danças no silêncio da noite
cantas na escuridão, suas maiores luzes
em podridão, suas virtudes
mas afinal,
quem cantas?
A vida de ti, em mim se faz
com espelho trocado:
mais reflete,
menos se vê.
Nestas cartas de baralho,
tão jogas ao chão...
este mesmo
onde você se deitou e dormiu sereno.
Elas fazem nossa sorte,
nossa vida
e nossa prisão...
iludidos, no mais puro sermão.
Não olhas, não vês, não cantas,
não mais.
Afinal,
quem consegue ser
com a faca enfiada no pescoço?
Nada mais
enquanto tudo se desfaz aos olhos desatentos
nos constrói e retorna.
A destruição é só luz,
de quem constrói,
quem reorganiza.
A coesão de seus olhos
não vai ver mais nada
livre a loucura
ela sim, como mesmo diz
nos cura.
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