10 de março de 2011

Luz verde

Para que possamos ganhar de nossos medos a maior parte de sua força, para que possamos saber perder como maiores vencedores, para que possamos nos amar como o último dia, para que possamos viver, como o primeiro... para que o mundo seja um novo mundo. Nós temos, podemos e queremos, o que basta então é o passo.
Não faltam forças, não falta fôlego, não falta paz.

Que as virtudes possam ser maiores que sua mágoa de viver, que sua luz se equilibre com sua trevas, que sua alma seja forte para seguir sempre em frente... que possa pulsar amor em suas veias, enquanto expande sua maior glória. Sorrir é um dom dado a poucos e poucos podem fazê-lo plenamente. Olhar não significa ver e cantar não significa estar livre, mas querer e clamar por liberdade. Amar não significa se apaixonar e estar louco de paixão, não significa amar alguém.
O poder do universo não passa de um grão que cai ao chão, mas este mesmo grão tem poder de mover uma infinidade de outros, a luz não tem poder contra as trevas, pois a mesma é intrínseca da natureza da luz. Não há mais causas e consequências, não há mais incêndio e incendiário, assassino e vítima, ladrão e roubado... há apenas o instante, tudo é um.

O incapaz tem o mesmo poder do capaz, o deslumbrante tem o mesmo pode do encarniçadamente feio, o corajoso tem o mesmo poder do covarde, o fraco tem o mesmo poder que o forte; todos tem em si a mesma força potencial, energia de reserva. Mas uns a guardam, outros a usam e dela ousam. A diferença é a dedicação a si e a forma empregada, nada mais.

Quem quer pode e quem pode, ainda mais quer. Podemos caminhar pelo abismo e nele podemos até nos jogar... temos o potencial em nós guardado, de voar como pássaros, dos quais vem a música que presa a liberdade. Deles mesmo e de suas asas, partem os fascínios do mundo maior. Que nossos olhos possam ver por entre as brumas de nosso ser e que, assim, nos livremos definitivamente de nossas inúteis vestes...

Nenhum comentário:

Postar um comentário