Sobre a vida que me corre olhos, ou sobre os passos dados a esmo. Do caos tamanho, já estive mais perdida. Ou então perdição atual é tamanha, já impedindo qualquer noção de caminho. Se é que o há.... mas aqui estou, e sigo.
Por forma de outros dias, as mãos tristes e frias tocando sobre tendões latejantes:
Pássaros mais que voantes, corredores léguas mais,
asas de aço e coração carbono, a caixa preta dos aliados.
Perguntas aeronáuticas de outrora horrendos, em vida ou não.
Das casas caídas e do chão mais tenro de hoje,
o não grande forma.
A fome do não,
a miséria do não,
o fim do não;
quem sabe assim fazem-se grandes movimentos estes,
das lutas ao encarniçado desapego
da desgraça ao orgulho pleno.
Tampouco fariam maias de aves serenas em voo rasante,
seriamos nós as mesmas, sem destino ou discórdia.
Corredeiras varridas a campos outros,
lua luz sob, avante pés planície calma e corpo outro.
A nudez sua, é toda minha roupa,
são as vagas do deserto que movem as dos mares,
é o fim que indica o começo.
Morte é vida.
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