Pela matemática dos seus desejos,
alucinados, loucos, caóticos
mas calculáveis.
Pelos português de suas certezas,
suas ressalvas, vermelhidões e pejos.
Pelo amor de suas têmporas juvenis.
Aqui fazem-se oceanos historiográficos
aqui as lembranças são sonhos ou ensejo,
as visões, retratos possíveis de possíveis tempos vindos.
Mas aqui nada de fundo vai-se longe,
e afoga-se dias no raso surdo,
alongados pelas lanceadas lâminas.
E então as imagens tornam-se a sombra dos desejos,
sonhos são mais terror que luz do dia;
e o belo-bom, cai em agonia.
Agonia do caos abagualado,
da fome convexa
e do tempo ansioso.
Agonia ansiada dos bons feitos,
mas das horas bem remotas,
tardou tempo e e fez demora;
e conteve larga a moria.
Desejado demais
demais frustrado,
fica tempo descontente de correr,
assim latentes fontes confluentes,
seguem curso e angústia faz nascer.
Aí fica ela aqui perene nos dias,
e nem feliz nem triste é sua marca;
apenas fluxo de eterno dessaber
Saboreia sangue de senil fado.
Fadados por natureza de ser,
ser homem,
humano
e nunca, jamais, crescer.
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