Contos, continhos. Textos pequenos de intensões grandes. Ficam sujestionando e não dizem, ou dizem demasiado veloz pela ligeireza de seu tempo de vida. Mas é bom assim, tal poemas permanecem quase de onde surgiram e assim completam seu ciclo com menos dores. Isso para eles, não se sabe aos leitores viajantes que no mesmo lugar nunca estão. Estes sempre conseguem dar nó em pingo d'água no quesito; errolam, contorcem, desfocam e até criam algo mais de tempo e espaço ao pequeno texto lido. Fica ele lá então, enquanto viaja longe olhos de leitor: o mundo da mente é infinito mesmo, não se encontram paredes ou portas fechadas. A não ser se criadas pela própria, que a si tem mania de limitar e condicionar. Não se sabe porém, se esta característica é patogênica ou positiva: nossas células precisam de membranas limitantes para permanecer existindo. Assim é nosso universo-redoma, uma célula semipermeável (impermeável ou permeável, depende das composições do indivíduo) que nutre-se com objetos criados pela própria estrutura.
É perigoso dizer "tudo", mas algo grande em nosso contexto faz-se assim: células membranosas. E dessa forma fazem-se os bons textos, sejam curtos ou longos mil; quanto mais permeáveis, maior sua abrangência - e, talvez, qualidade. Digo, quanto mais permeável o autor, mais será sua obra. Digo, quanto menos abrangente, menor foi a troca e obtenção de fatos a serem compilados... Melhor! Quanto mais permeável for, mais "nutrientes" serão adquiridos como "matéria prima" das novas criações então geradas. Ou então todas as afirmações anteriores sejam falaciosas, e a estrutura não precisa de meios para criar um fim: produz do nada fontes infinitas à criação...talvez ambos ou nenhum...
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