11 de dezembro de 2013

Amigos: aquele velho papo de sempre...

É clichê, sei, mas preciso falar sobre: são os amigos que vão indo, vem vindo ou, se sorte temos; ficando. O último termo é mais complexo, dispendioso, mas aquele que todos nós buscamos. Aqueles amigos para se contar, da data longa, dos sorrisos e lágrimas deitados. Exigem alimento, alguns mais gulosos que outros. Certos já tão bem alimentados, que enraízam forte e passam a auto-nutrição de uma amizade já bem consolidada.
Não nos esqueçamos de falar sobre aqueles passados, e os vindo. Comecemos por esse último, que menos lágrimas geram aos leitores das curtas linhas: fluxo vida e fruir dias. Resume-se assim certos tantos. Alguns contrário: Lágrimas fundas e ombros amaciados. Certos nem um, nem outro. Digamos acaso, encontros, novidades. Os ares novos trazem sempre bons e longos, outros vêm dos antigos mesmo, aqueles amigos que ali sempre estiveram, mas nunca notados foram. Ressignificam-se os fatos e a vida vai seguindo pelas fontes tantas. De novos assim se diz, novamente e convidativamente assim.
Aí chegados somos ao passado findo. Os passados pelas deixadas passarelas da vida. Sejam movimentos reversos, seja surgimento de novo cobertor quente dos fundos já corridos... pois é, não é possível ignorar certas causas: aquelas tantas novidades que de novo tamanho, transmutam o imperfeito passado num bem perfeitinho, que quase mais-que-perfeito. O mesmo movimento que vem, insurge o movimento de partida. 
Não tenhamos tais duras palavras como extremo, não. Nada de obrigatório ou impositivo, a verdade é (se é que se pode dizer algo como "verdade") que não existem verdades extremas. E disso já se sabe no século do "fim das certezas". Assim digo amigos ficados são os de alimento munidos ou com certas conformações próprias de relação autotrófica. Esses últimos são os mais possíveis de manter, seja pela inclinação natural da relação, seja pela incapacidade de manter alimento constante aos outros. 
Mas nada disso realmente interessa, se quer saber. O fato de maior peso é disciplina. Sim: disciplina. Pela liberdade própria e alheia exige-se disciplina, que é o melhor nutriente para qualquer relação mantida saudável. Nenhum segredo milenar, claro; mas algo quase isso pelo esquecimento geral da nação. É bom lembrar sempre da frase mais clichê de todas:
                                       "Sua liberdade vai até onde se inicia a alheia"


E onde é que ela começa? 
Não sei.
Por isso mesmo disciplina é matéria constante de vida,
nunca "sabida",
sempre ''sabendo"...


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