15 de dezembro de 2013

Sexo, drogas e muito amor



É esquisito passar tão aninhada à e depois surgir sozinha no espaço mesmo.
O que penso, ou o que passo a pensar agora é que vamos esvaziando-nos fundamentalmente ao aproximarmo-nos das fontes da vida. Por isso movimentamo-nos vagarosamente, dispersando em máximo de mitos distintos, a fim de manter a forma e a vida - mesmo que paradoxalmente - viáveis.
Pela falta, complementa-se com colorido. Enfeita-se lugares. Compõe-se fundamentações.
Assim, assegurados por colorido, podemos seguir sem colapsar a cada segundo com súbitas razões de insegurança.
E surge a arte.
E surge deus.
E culturas.
E sistemas.
Cidade.
Trabalho.
Povo.
Relação.

TUDO VEM DA NECESSIDADE FISIOLÓGICA DE RELACIONAMENTO.

Ser humano é nascer fadado a liberdade
e fadado a dependência.

Por ser livre escolhe,
por depender, aceita.

E segue a dança.
Viver é um constante ato de convencimento.
De sedução.

Por isso homem humano fundamenta prazer em tudo.
O prazer básico necessário:
Preencher o vazio (do outro)
esvaziando-se.

É percebido, pois, que:
dançantes ondas de existência
correm alternadamente mesmo espaço,
ora cedendo, ora dominando
de forma a permanecer equilíbrio fundamental,
que mantêm a conformação inteira.

Por pouca probabilidade,
deve fundir diversas
e compor ser uno-todo,
assim configurando coesa a espécie humana.
A coesão humana é chamada de humanidade.

Essa mantêm-se trabalhando inerentemente pelo grande ser-deus chamado “sistema”,
que nem de bom, nem de mal, é superestrutura de indivíduos juntos,
juntando forças e particularidades para manter completo o ser-grande.
Juntadas possibilidades,
evolui chance de sucesso natural.

O SUCESSO DO INDIVÍDUO VEM DA RELAÇÃO NÃO INDIVIDUAL INTRINCADA.
ISSO SE CHAMA DE “GLOBALIZAÇÃO”.

Mas, relevante considerar, o ser-todo capaz de a si mesmo desmontar pela demasiada grandeza.
Certo castelo de carta vira fácil ao vento quanto mais for intento do montador produzir.
Assim mesmo, o gigante-mestre cai-se sobre derrotado pela própria grandeza de ser.
Se demasiado grande e complexo,
a falta dos meios implica hiato,
e hiato mais aberto, fundo negro.
Dessa forma tudo engole,
aquele mesmo que constrói,
acabando a digerir-se
em sofredor de si mesmo.

Aí voltamos ao jogo-dança,
complicado e paradoxo,
que do livre é vazio,
dependendo assim aceitar,
e dançando vai ficando
ou deixando tantos tantos,
que se demais um ou demais outro, morre mesmo:
seja de si por si
seja de si para outros.

Assim mesmo ser-gigante,
mata e morre de excessos,
e difícil conformidade,
faz gerar diversidade.

Um comentário:

  1. Pois aqui, ali, acolá, é a razão dos espaços vividos ou não. Assim, o início da percepção da forma, vem da noção de vazio.

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