30 de agosto de 2012

Fita fita

Tudo se vai. Tudo passa.

Nada ficou ou fica do que um dia foi, nem a memória fica, nem o cheiro, nem a imagem fica. Lembranças que nada, são criações de nossa mente sonhadora, que realidade nada. Não são imagens do ontem, não há ontem; são criação e representação  nova do que se acha passado. Nada fica, nada.
Nem o "eu", nem o "ele", ou ela, eles, nós... e por mais ainda, aquilo que surgiu já se esvai por natureza. Efêmero diria-se, mas nem isso. Antes de sê-lo já sumiu de todo. Já sumiu e some e some, mais some que aparece. Não há pessimismo, dor; não há amor ou vigor. Nem isto ou aquilo, nada.
 Tudo volta ao nada de onde surgiu. Só o Nada fica.

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