19 de maio de 2012

Divagações aleatórias

Como face plena, não mais que a sua, ou de tantos outros além. O real poder era o das vagas corridas, mar além horizonte e cancioneiros movedoiros de tão. Fatídico dos cantos das formas e cores, formados marcantes no ademais das existências. O fruir dos moiros, dos fracos, faria grande o cantar amante. Desluz tamanha, grandes formas; o jamais faria, do sempre ao infinito.  Tais passos largos, fraquezas da juventude que lhe impera. Olhos do profundo desalento; presos em profundezas mar de si, mas de lá mais ninguém, apenas único solitário. Gaivotas riem águas acima, ondas florescem em ressaca, mas nada muda lá no fundo; o oceano é berço das eras.
Atrevido a mergulhar fundo, nada mais seria que suspiro fim de seus passos. Podendo cortar quilômetros e jamais haver alcançado lugar algum. Não se toca fundo oceano, se é. Não se forma além dos tantos rios e pororoca unidades outras em desvio do que antes era-se. Mar já é rio; nascentes, ciclo inteiro.
Cada qual a seu modo, guarda embrião de passos tantos. Próprio e outros.
 Assim, como poderiam criar-se vocês para escolhas de própria velhice ou juventude, transformando e recondicionando sua própria estrutura, se esta como semente, já guarda essência de árvore inteira. Em ditos outros, não faria-se esta a vontade própria, mas a do que o programa é apenas repercussor. Sem livre, como poderiam ser ou estar em universo inteiro, classes e formação? Vontades próprias ou pensamentos? Talvez o visto aqui, seja apenas grave efeito de luz e cérebro. Nada mais.
O efeito escuro, não existindo de fato, em amor-pensamento, a alma daqueles tantos que ali vivem. E aqui também, introjetado no mundo das maias e ilusões. Talvez seja este o dualismo tão visto, que de dois não há, apenas o um dos grandes. Nós pequenos assim, vemos plano fosco, e não vemos. Sendo pois tal o milagre.
Sozinho cheio, grandes seriam prantos caso outros ali não encontrassem passos meus. Não se sabe águas, ou pés-de-pato, mas correndo certas profundezas.  Gratidão a minha pela solidão não cravar-se sufocante, pois são os que detém a estaca. Felizes as quintas feiras, capuccinos e conversas ares.




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