20 de janeiro de 2012

Juíso de libertação


Vemos as ondas de nosso mar, por pura criação, de julgamento final a ressurreição. Podendo existir de fato nesta plano de encouraçada prisão, assim, do tempo-espaço vemos a feição da pura arte, luz. Esta nos possibilita, mas nos prende; criando-nos mais profunda ordem de libertação. Feitos essência da mais pura vida, do "eu" único, constante. Mas vida esta, enclausurada em tamanha manipulação de tantas leis e paradgmas, faz-se e faz-nos, por consequência instáveis, em ambiente de forte coerção. Pelos desejos libertários, os altos vôos, rasantes nas alturas! Quem não o desejaria? E intrinseco em sua vontade, não esta de fato, mais conforme ato, de livrar-se da forte lei de gravitação? Atando-nos forte ao solo, impedindo o ser desprovido das mais profundas barreiras. Ademais, jamais existiríamos sem a maior de nossas barreiras, jamais o ato de pensar e angustiar-se sobre, seria possível, se o tal “sobre”, não nos fosse a única barreira de descobri-lo de fato. Assim, podemos possuir todas as peças do jogo, mas de que adianta? O que fazer com algo que nem ao menos existe a nós?

Vivemos em universo redoma, mas vivemos. Assim, surgem de lugar algum, as penas soltas no ar. Tocamo-as, sentimo-as, desejamo-as. Asas dos anjos, das desconhecidas formas, ou desformas. Almejamos os céus, as estrelas! Pelo juíso dos loucos e a loucura dos ajuizados, criamos formas das mais impossiveis, improváveis; destarde todas formas. Presos eterno no plano destas, queremos em melhor face a luz e trevas, o caos! Existimos no ato maior de nossa morte, o nascimento é o fim. Num ponto único, na mutação, no infinito nada. Deste somos filhos gerados, mas enfim, criados por tudo.

Os 20 passos ao juíso final, das vitórias, enforcados, caos... finalmente, chegamos. Neste, as trombetas mensageiras, são soadas. Somos pegos pela extasiada exaltação emocional e mental. A era do amor e da divina rebeldia. Plenos de nós mesmo, de feitos, desfeitos, surgidos, mortos; mas por nós mesmos, acalorados de feições próprias, plenas. Podemos sentir a chuva de ouro sobre a pele, da intumescencia dos órgãos, da salvação. Assim, enxarcados da mais pura glória, descobrimos finalmente nosso existir deus, nos presente sempre. O tal universo próprio, a fatídica liberdade. Todos por queda, ou ascenção, ressurgimo-nos infinitamente no exato agora. Presente, por si dádiva, de morte e ressurreição eternos. O ponto infinito entre o nunca e o jamais: Humano. 

“Humano, demasiado humano”.





Nenhum comentário:

Postar um comentário