Vemos as ondas de nosso mar, por
pura criação, de julgamento final a ressurreição. Podendo existir
de fato nesta plano de encouraçada prisão, assim, do
tempo-espaço vemos a feição da pura arte, luz. Esta nos possibilita, mas nos prende;
criando-nos mais profunda ordem de libertação. Feitos essência da mais pura vida, do "eu" único, constante. Mas vida esta, enclausurada em tamanha
manipulação de tantas leis e paradgmas, faz-se e faz-nos, por consequência instáveis, em
ambiente de forte coerção. Pelos desejos libertários, os altos
vôos, rasantes nas alturas! Quem não o desejaria? E intrinseco em
sua vontade, não esta de fato, mais conforme ato, de livrar-se da
forte lei de gravitação? Atando-nos forte ao solo, impedindo o ser
desprovido das mais profundas barreiras. Ademais, jamais existiríamos
sem a maior de nossas barreiras, jamais o ato de pensar e
angustiar-se sobre, seria possível, se o tal “sobre”, não nos
fosse a única barreira de descobri-lo de fato. Assim, podemos
possuir todas as peças do jogo, mas de que adianta? O que fazer com
algo que nem ao menos existe a nós?
Vivemos em universo
redoma, mas vivemos. Assim, surgem de lugar algum, as penas soltas no
ar. Tocamo-as, sentimo-as, desejamo-as. Asas dos anjos, das
desconhecidas formas, ou desformas. Almejamos os céus, as estrelas!
Pelo juíso dos loucos e a loucura dos ajuizados, criamos formas das
mais impossiveis, improváveis; destarde todas formas. Presos eterno
no plano destas, queremos em melhor face a luz e trevas, o caos!
Existimos no ato maior de nossa morte, o nascimento é o fim. Num
ponto único, na mutação, no infinito nada. Deste somos filhos
gerados, mas enfim, criados por tudo.
Os 20 passos ao juíso
final, das vitórias, enforcados, caos... finalmente, chegamos.
Neste, as trombetas mensageiras, são soadas. Somos pegos pela
extasiada exaltação emocional e mental. A era do amor e da divina rebeldia. Plenos de nós mesmo, de feitos, desfeitos, surgidos, mortos; mas por nós mesmos, acalorados de feições próprias, plenas. Podemos sentir a chuva de
ouro sobre a pele, da intumescencia dos órgãos, da salvação.
Assim, enxarcados da mais pura glória, descobrimos finalmente nosso
existir deus, nos presente sempre. O tal universo próprio, a
fatídica liberdade. Todos por queda, ou ascenção, ressurgimo-nos
infinitamente no exato agora. Presente, por si dádiva, de morte e
ressurreição eternos. O ponto infinito entre o nunca e o jamais:
Humano.
“Humano, demasiado humano”.
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