28 de janeiro de 2012

Igrejinha do Ó (Sabará-MG)





Pequenina doce casa, onde entra-se logo e perde-se de todo. Na aparição, quase, tão pura realeza, quanto pudor de construção. É o que mais se cria das tantas antíteses paradoxais, de fora nada, mas tudo interior. Não nada mal, ou tudo arrivismo, mas simples nas complexidades, singela nas grandezas, nos olhares, nas feições. Das chinesas formas nas paredes, junto as tantas outras demais, união histórica. E que beleza! Puramente e lindamente, barroco.
 Formas flúidas nas pardes, cheias de histórias encontradas. Os pássaros fênix, aos cantos  em canto de fogo, rasantes a observar a dama do autar. Sobre cinco homens, crianças ou anjos, ergue-se aos céus em nuvens, nuvens de gente. Sob rei, sobre dono de torre, abre porta lateral, pequena, para uma salinha a mais. Pergunta-se ao autar se subir se pode, não mas sim; a sedução pura das formas, nos chama. Lá mais quadros, pinturas tantas e porta. Paredes cobertas em, sacadinhas pelos cantos.
  Da porta dentro, quase nada; acha-se. Mesa grande, madeira pura, mais e mais história. Mas o teto não engana, ou quase. O céu dos espelhos, onde quase traga-se a si, para bem junto. Quase, ou não. O cheiro da madeira antiga, das tantas pessoas qua ali passaram, das tantas missas de morte e vida. Tudo fica, mas tudo se esvai; pelo porder do tempo, que esta é vencedora e mensageira, vão-se indo. Tudo se vai; mas quase fica. Quase...





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