8 de abril de 2011

Tempo

Os mares de azul

fazem em sereias cantantes,

a nudez de meus pensamentos...

Me faço como eles

e mergulho nas águas

num doce acalento.


Estas, cheias de escuridão,

tragam em suas profundezas;

mergulho.

Mais que antes,

resurjo, refeita.


A brisa fresca, envolve meu corpo, acaricia

seca os males,

faz crescer o fervor,

grande..


Nas asas da noite, me deito

me envolvo,

flutuo...


Aquela luz,

aquela lua;

a única espectadora.

Abençoa.


Fluidez,

canto lúcido e lúdico,

amor...


Tudo é mais que antes,

permeia toda a existência,

faz e refaz em antíteses,

que não são.


Apenas crescem em outras verdades,

não as mesmas,

nunca repetidas...

mas uma não impede a outra de ser.

Afinal, quem disse que para existir uma verdade,

é obrigatório uma mentira?


Assim é...

e o mar, transbordante em maravilha,

podendo, afinal

curvar-se a luz dos tempos.

Que o traga...


Mesmo assim,

o mesmo pode,

faz

e surge,

também...

refeito.

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